• No Brasil em mudança, como fazer campanha eleitoral

    Por todos os lados que se olhe, os sinais são de mudança profunda na estrutura política do país.

    O processo de impeachment contra a presidente da República e o afastamento do presidente da Câmara de Deputados são marcos significativos desse início de transformação.

    A Lava-Jato avança rapidamente já tendo indiciado mais de 200 réus.

    O eleitor está cansado de tantas notícias que mostram o vínculo íntimo entre o poder e a corrupção.

    O que fica evidente é a esperança de que novos tempos estão chegando.

    Daqui a três meses, começará mais uma etapa do processo eleitoral, desta vez para a definição de prefeitos e vereadores.

    Será a oportunidade para o eleitor escolher candidatos comprometidos com esses novos tempos.

    Com certeza, será o momento também para quem trabalha com o mercado do marketing político e eleitoral.

    O importante: nesses novos tempos serão necessárias novas atitudes de quem vai ser candidato e de quem trabalha nas campanhas.

    Se você quiser saber mais sobre esse tema, vai ser realizado um Workshop no dia 9 de junho, em São Paulo, que vai informar sobre essas mudanças e como as produtoras pequenas e médias podem aproveitar essa oportunidade.

    Clique no link abaixo e veja como vai ser o Workshop

    http://workshop.filmmaker.com.br/

    As principais mudanças nas regras eleitorais para 2016 são as seguintes:

    • Convenções dos partidos serão realizadas de 20.07 a 05.08
    • Eleição começará mais tarde no dia 16 agosto

    Como a campanha começa mais tarde, a pré-campanha ganha

    força, principalmente na Rede Social (custos baixos)

    • Programas eleitorais (Rádio e TV) começam dia 26.08 (6ª.)

    Postar vídeos (Site, Blog, YT, Rede Social) agora é importante

    • A Justiça eleitoral define limites para gastos de candidatos

    As campanhas vão ter recursos reduzidos. Esta é uma oportunidade competitiva para pequenas produtoras

    • Foi proibida a doação de empresas

    Quem estiver preparado poderá ter uma oportunidade relevante nas eleições de 2016.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • A campanha política de 2016 vai ser muito difícil

     

    O vaticínio que mais se tem propalado nos últimos meses é o de que as eleições deste ano não serão nada fáceis.

    Vários acontecimentos e ações de poderes federais reforçaram essa perspectiva.

    Vamos lembrar as principais:

    Congresso fez minirreforma eleitoral

    Como resultado, houve redução do período de campanha e mudança na forma de cálculo de preenchimento das vagas, entre outras alterações. Com menos tempo de campanha tanto nas ruas como no rádio e TV, a campanha apertaria para os candidatos novatos. Na verdade, segundo mostrou o Datafolha em pesquisa recente, os candidatos à reeleição também vão ter dificuldades. Apenas um terço dos eleitores está propenso a votar neles.

     

    Lava-Jato

    As investigações sobre o maior esquema de corrupção política já descoberto no país, chamado caso Petrolão, acabaram torcendo o nariz dos eleitores. Pela primeira vez, pesquisa Datafolha detectou que o grande problema nacional é a corrupção, desbancando a Saúde, o Desemprego e a Segurança – que prevaleceram nas últimas décadas. Portanto, candidato que esteja sob suspeita de malfeitos pode perder as esperanças.

     

    TSE barra financiamento privado

    Embora os político tivessem mantido na minirreforma a possibilidade de doações de empresas para as suas campanhas eleitorais, o TSE baixou resolução proibindo essa fonte legal de recursos. Isso significa que haverá menos dinheiro e portanto campanhas mais enxutas.

    Como enfrentar essas verdadeiras pedras na jornada eleitoral? Nem tudo tem remédio eficaz, mas é possível reduzir muitas pedras em brita de primeira e calçar o caminho até a eleição.

    Tenho falado e vou repetir alguns pontos que põem ajudar o processo até as eleições em outubro.

    São as oportunidades que estão à disposição de quem sabe aproveitar as poucas brechas legais que restaram.

     

    Pré-campanha

    Agora, é preciso começar as ações bem antes do início oficial da campanha eleitoral, que será apenas em meados de agosto, portanto apenas 45 dias de duração. O TSE permite ocupar as Redes Sociais, promover reuniões, conceder entrevistas, fazer palestras e debater questões de interesse de sua comunidade. Somente não pode pedir voto. Crie uma fanpage no Facebook, abra uma conta no Twitter e comece um canal no YouTube. É preciso fazer o planejamento certo para colocar novos posts e vídeos em tempo adequado. Organize as postagens de forma que você não passe dois dias em branco em um canal. Planeje e aja!

     

    Ação

    Saia da zona de conforto. Comece de onde você está. Tudo o que for permitido agora, faça. Depois, não vai haver condições para recuperar o tempo perdido.

    Portanto, a campanha deste ano pode ser difícil se o pré-candidato não fizer o que precisa no momento certo.

     

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Na pré-campanha, é preciso ser cigarra e formiga

    O que todos já ouviram falar da fábula de Esopo, “A Cigarra e Formiga”?

    Nos meses que antecedem ao inverno, a cigarra só cantava enquanto a formiga estocava alimentos incansavelmente.

    Veio o inverno e a cigarra ficou sem comida.

    Moral da fábula:  trabalha e pensa no futuro!

    Esta etapa da pré-campanha é sem dúvida a mais importante. Agora é preciso trabalhar muito e aproveitar o tempo precioso.

    Serão pelo menos seis meses até o início oficial da campanha em meados de agosto. E naquele período serão apenas 45 dias!

    A conclusão óbvia é a de que agora é preciso agir muito como formiga e um pouco como cigarra. O melhor período para a cigarra será no curto prazo de campanha. Então, deve-se cantar bem alto os pontos fortes do candidato que foram reforçados durante a pré-campanha.

    O próprio TSE já regulamentou, desde 2010, o uso das Redes Sociais para o período que antecede a campanha eleitoral.

    Nada mais justo que se aproveite esse presente da legislação eleitoral.

    Mãos à obra então.

    No post anterior, foram indicados vários pontos importantes das ações na fase da pré-campanha. Como são relevantes, sugiro que se leiam novamente os textos.

    O que mais salta aos olhos é o caminho aberto para as ações que podem ser realizadas a partir de agora.

    É preciso ter uma estratégia elaborada para este período de pré-campanha.

    O que se pretende construir até o início da campanha?

    Qual é a imagem a ser consolidada?

    Planeje como será sua agenda semanal. Quais os lugares que vão ser visitados?

    Nas Redes Sociais, a atenção deve ser redobrada. O ideal é ter uma fanpage no Facebook. Assim, não haverá limitação em  5 mil seguidores. É preciso criar um canal no YouTube. Cada vez os vídeos assumem a dianteira na preferência dos internautas. Os custos são reduzidos. Um bom smartphone pode gravar vídeos com 4K de qualidade de imagem. Em outras palavras, representa cerca de quatro vez mais a nitidez do Full HD.

    Comece a montar sua lista de e-mails.  Faça um Blog no seu site. Publique pelo menos dois posts por semana. Junto com o Facebook, você vai criando relacionamento como quem no futuro poderá ser seu eleitor.

    Para alimentar sua lista de e-mails, publique uma newsletter digital a cada 15 dias. Assim, você vai construindo o diálogo.

    Nada melhor do que promover encontros. Pela estratégia, já foram definidos os segmentos que mais se aproximam de você. Agende reuniões com os grupos de forma separada; assim, você dá uma atenção especial a cada um deles.

    Enquanto isso, você vai definindo com ajuda de amigos e especialistas, a sua plataforma para a eleição. Se for candidato a prefeito, será preciso elaborar um programa de governo. Mas se sua intenção for a Câmara Municipal você vai precisar de estabelecer os  pontos principais.

    Uma boa pesquisa quantitativa vai fornecer um estudo adequado das regiões que interessam para a sua eleição.

    Junto com o estudo do mapa eleitoral da última eleição municipal poderá ser montado um quadro de operações para orientar as ações.

    Muito trabalho até o início da campanha eleitoral, em agosto, como toda boa formiga precisa.

     

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  • Eleições 2016: cuidado com os sinais de alerta

     

    Existem várias mudanças para as eleições deste ano, para vereador e prefeito: tanto nas regras da campanha como nos anseios dos eleitores, cada vez mais distantes do universo político. Vamos ver algumas das principais mudanças:

    Rejeição aos políticos que estão aí

    As pesquisas tem mostrado uma crescente rejeição dos eleitores aos governantes atuais e

    aos políticos tradicionais. Segundo pesquisa Ibope, 22% dos eleitores pretendem escolher outro candidato e não reeleger os prefeito da sua cidade. Esse dado reforça o cenário contrário aos políticos atuais. É evidente que há exceções. Quando o governante consegue relevância na sua gestão, ele termina consolidando uma posição de quem sabe administrar.

    No geral, no entanto, a predisposição indica muito esforço dos pré-candidatos que pretender conquistar mentes e corações dos eleitores. Junto com outros fatores, como o tempo menor de campanha (ler abaixo), vai ter maiores condições de sair vitorioso em outubro os pré-candidatos que souberem ocupar desde já o espaço que está disponível legalmente.

     

    Partidos também tem rejeição

    O eleitor está tão desgostoso com os políticos que pesquisa mostram que entre cada 10 eleitores 7 não querem nenhuma relação com partido político. É verdade que nas eleições municipais os partidos ocupam o espaço de bastidor. O que vale são os candidatos e o seu passado de muitas realizações e zero de acusações de improbidade. No entanto, essa rejeição precisa ser levada em consideração no momento de se construir o cenário político local.

     

    Tempo de Campanha

    A minirreforma aprovada pelo Congresso reduziu o período de campanha pela metade: de 90 dias para 45 dias. Deve começar no dia 16 de agosto em vez de 06 de julho. Isso torna a pré-campanha mais importante ainda a partir desta eleição.

     

    Duração do Horário Gratuito

    Seguindo a mesma tônica,  a duração da propaganda eleitoral gratuita ficou também reduzida. Agora, no lugar de 45 dias,  serão apenas 35 dias. Isso significa que terá de trabalhar muito quem está fora do executivo municipal. No entanto, além de começar a pré-campanha mais cedo (início do ano), será preciso utilizar com precisão os canais que estão liberados para a pré-campanha.

     

    Importância da pré-campanha

    Este agora é o ponto chave da campanha. Será preciso utilizar com inteligência os meios de comunicação e da forma que a Justiça Eleitoral entende que é possível. E mais importante: começar o mais antecipado possível. Uma boa assessoria jurídica é indispensável – pode começar com  a do partido em que está inscrito – para não cometer deslizes eleitorais.

     

    Doação somente de pessoa física

    Esta foi outra mudança que veio através do STF para a eleição deste ano. Não é mais possível receber doações de empresas. Somente seus eleitores poderão contribuir com sua campanha.

    O objetivo do Supremo foi barrar a famosa Caixa 2. Outro ponto  importante também  é que agora a Justiça Eleitoral é quem vai definir os limites dos gastos de campanha, de acordo com a população das cidades. O TSE tem até o dia 05 de março para definir todas as regras para essas eleições.

     

    Mais candidatos na TV e no Rádio

    Hoje são 28 partidos, entre os 35, que tem direito a parcela do horário gratuito. Com essa perspectiva, deve aumentar o números de candidatos para prefeito e vereador.

     

    O jeito é focar na pré-campanha

    Aproveite o tempo até o início oficial da campanha em agosto, para discutir projetos para a sua cidade, os desafios, e se posicionar com autoridade e a relevância necessárias para conquistar eleitores – e manter os seus.

     

    O que isso tudo significa?

    Se você é pré-candidato, comece a pré-campanha o mais cedo possível.

    Use a rede social, seu site e blog para divulgar suas ideias.

    Faça reuniões com grupos que estejam ligados à sua atuação.

    O que você não pode dizer: pedir votos!

     

     

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  • O que ganha uma eleição

     

    Em julho, publiquei um artigo em que afirmava: “Marketeiro não ganha eleição”. O tema causou controvérsia, benéfica eu diria, porque ao final todos estavam de acordo com a constatação de que há o fator primordial para a vitória.

    Recupero os pontos principais daquele artigo

    Todos sabem que o candidato é quem ganha a eleição, com seu passado, seu desempenho, sua força política
    Pode-se dizer que compete ao consultor político evitar que erros sejam cometidos no transcorrer da campanha.  No entanto, há candidatos que não aceitam determinada indicação do consultor e com isso podem pôr tudo a perder. E então eles costumam afirmar que “a culpa pela derrota é do marqueteiro”. Pode até ser, mas geralmente foi porque ele, o candidato, ignorou determinada linha que deveria ter sido seguida,

    Há candidatos que confiam no consultor e quem ganha com isso é a campanha como um todo. Na última eleição para prefeito, fiz a campanha de um candidato em uma das dez maiores cidades de São Paulo. No início do horário eleitoral, ele tinha cerca de 15% das intenções de votos. Seu oponente, também um ex-prefeito, estava por volta de 45%. Conduzimos a campanha de forma a resgatar o passado de realizações que o nosso candidato deixara, como prefeito, 20 anos antes, e como deputado federal atuante.

    O oponente, embora estivesse bem na frente nas pesquisas, preferiu seguir a linha do ataque direto. Já vira esse filme várias vezes. Com as avaliações das pesquisas e a experiência de quase 30 anos de campanhas políticas, recomendei ficarmos longe da postura de revidar os ataques ou responder passivamente a todos eles. Era essa atitude que a campanha adversária esperava que adotássemos. Seguimos o que havíamos definido desde o início da campanha. Programas otimistas, mostrando a realidade dinâmica da cidade, cidadãos falando sobre benefícios que tiveram com a administração do nosso candidato. Na realidade, nós fizemos nossa pauta de programas e não nos desviamos dela. Em outras palavras, seguimos nossa agenda política e nossa estratégia de Marketing Político Integrado.

    Conseguimos finalizar o Primeiro Turno com cerca de 6% de diferença, atrás do outro candidato. E no Segundo Turno viramos, ganhando com aquela mesma diferença em porcentagem.

    Poucos acreditavam nesse resultado. Até a emissora afiliada da TV Globo, resolveu montar o link de transmissão no comitê político do oponente na noite da apuração do Segundo Turno. Perderam a festa do nosso candidato vitorioso, que avançou pela noite.

    O voto de confiança do nosso candidato foi importante para o sucesso da campanha. Ficamos sempre atrás nas pesquisas – mesmo assim ele nunca colocou em dúvida a estratégia que definimos e seguimos até o final do Segundo Turno.

    Quem ganhou a eleição foi o nosso candidato: pelo seu passado de realizações, por ser Ficha Limpa e, principalmente, pela confiança irrestrita que manteve na nossa direção da campanha eleitoral.

    O adendo que quero fazer tem a ver com a campanha negativa. Nem sempre ela pode ser considerada como inadequada. Depende da hora, do candidato e da dose certa. Em linhas gerais o melhor é seguir o caminho expositivo das qualidades dos candidato e das suas gestões. Mas se for escolhido o ataque, ele precisa ser certeiro, no momento certo e cercado de preparativos que somente a pesquisa qualitativa permite consolidar. Se for no Primeiro Turno, há um sério risco de que parte dos eleitores do candidato atacante mudem para o lado de outro candidato fora da contenda. Portanto, é uma decisão estratégica.

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  • O que o cidadão quer é transparência, ética e verdade

     

    A situação política do país está de cabeça para baixo.

    O Congresso prepara-se para uma possibilidade de debater o processo de impeachment da presidente. A Comissão de Ética da Câmara enfrenta duros embates entre seus integrantes e não consegue avançar com o afastamento do presidente da Casa. O STF julga questões relacionadas ao impeachment. A Lava Jato é a única frente que continua avançando contra a rede de corrupção que se instalou na esfera federal.

    Desde junho de 2013, quando milhares de cidadãos saíram em protesto às ruas, começou uma nova etapa nos anseios políticos do país.

    Agora, os cidadãos apontam pela primeira vez a corrupção como o principal problema do país (pesquisa Datafolha em novembro).

    Cada vez mais caminha-se para um momento do país em que se exige a transparência das atitudes dos políticos, o princípio da ética e do valor moral – enfim, a supremacia da verdade –  nas ações dos agentes públicos e dos líderes empresariais.

    É com essa expectativa que o eleitor vai chegar às eleições de 2016. Serão escolhidos prefeitos e vereadores.

    No âmbito do município, torna-se difícil esconder o perfil cinzento de candidatos.

    Em linhas gerais, pode-se prever que eleitores estarão mais atentos ao passado dos políticos. E o que os move é a esperança de dias melhores a partir das cidades em que eles vivem.

    Teoricamente candidatos novos tem melhores oportunidades de receber aval na hora da votação. Mas o que vai valer mesmo é ser percebido com algumas atitudes e valores:

    1. Humildade. É o valor muito raro hoje em dia, principalmente entre políticos.  Quem a tem respeita a opinião do outro, ouve com atenção o que o próximo tem a dizer e principalmente leva em consideração suas posições pessoais. Geralmente nasce-se com esse valor, mas pode ser desenvolvido.
    2.  Honestidade. Esta é a obrigação de todo político. Não se auto-elogie, nem bata no peito por ter esse valor. Seja honesto e, mais do que isso, pareça ser honesto. O restante fica por conta da percepção dos eleitores.
    3. Modernidade. É a capacidade de estar em dia com os meios tecnológicos e a rede social. Mantenha uma página no Facebook, poste vídeos no YouTube, faça um site dinâmico e publique constantemente no seu blog. Já houve a época da Polaroid; hoje o que importa sãos as selfies. É preciso mostrar-se um usuário avançado e conectado com os avanços da comunicação e da tecnologia.
    4. Sorriso no lábio, ouvidos atentos. Não pode ser fingido, porque dá para perceber quando o sorriso não é sincero.  Para vir de dentro, precisa ter seu interior harmônico com a vida. Ajuda quando se pratica meditação, ioga e acupuntura. Mas fundamental mesmo é ter o coração limpo.
    5. Gente como a gente. É a mais forte das percepções. O eleitor enxerga em você qualidades que são próximas das dele. A maneira com você fala, como você ouve, como você participa da vida comunitária. Ele procura quem esteja próximo do modelo de mundo dele. Para isso, seja você mesmo – sempre.

     

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  • Ventos de mudança sopram da Argentina

     

    A mudança na presidência da Argentina, com a eleição do conservador Mauricio Macri, encerra o ciclo de 12 anos do kirchnerismo.

    A atual presidente, Cristina Kirchner, nem está tão mal nas pesquisas: seu índice de aceitação continua em 50%.

    O que se percebeu foi um profundo desejo de mudança. Alguns dados da eleição reforçam essa tendência.

    Pela primeira vez, houve realização de segundo turno nas eleições presidenciais argentinas.

    Daniel Scioli, o candidato apoiado por Cristina, vencera no primeiro turno por uma magra diferença de 3% dos votos. Macri conseguiu arregimentar mais apoio para vencer no segundo turno.

    Engenheiro, filho de um dos empresários mais ricos do país, Macri dirigiu o Boca Juniors, uma das principais agremiações do futebol portenho, e estava cumprindo o segundo mandato à frente do governo de Buenos Aires. Há alguns anos, ajudou a fundar um novo partido, o PRO, ao largo do peronismo e do radicalismo. E com ele chegou à presidência.

    Especialistas entendem que o eleitor argentino ficou cansado do intervencionismo estatal na economia do país, a ponto de, dizem eles, manipular as taxas de inflação, hoje oficialmente na casa de 28%.

    Mais do que isso pode ter ficado sensível ao discurso conciliador de Macri ante o repetitivo bordão de guerra do “nós contra eles”.

    Há quem se lembre do lendário efeito Orloff, ou seja, tudo o que acontece no país vizinho é uma prévia do que vai acontecer no Brasil. Para um argentino, Jorge Fontevecchia, diretor do grupo editorial Perfil, isso já poderia ter ocorrido no Brasil nas eleições do ano passado. Ele disse numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo:

    “Creio que vivemos (Brasil e Argentina) ciclos parecidos. Essa mudança aqui (na Argentina) talvez tivesse ocorrido também na eleição brasileira (segundo turno), caso tivesse acontecido alguns meses depois.”

    No Brasil, o desejo de mudança tem-se se manifestado há algum tempo e pode refletir nas eleições de 2016, para prefeito e  vereador.

    Com isso, eleitores e pré-candidatos precisam tomar cuidado.

    Os eleitores podem, na ânsia de não eleger “figurinhas marcadas”,  escolher apressadamente aventureiros.

    Candidatos devem prestar atenção aos detalhes. Sejam autênticos, porque este pode ser o filtro diferencial nas eleições de 2016.

     

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  • O trabalho de formiguinha

     

    Quero ser vereador em 2016. O que faço agora?

    Esta é uma pergunta poderosa – como se costuma dizer, uma “pergunta de Coach”,

    Se este é o seu caso, mãos à obra que o tempo passa rápido. Você tem que fazer muito e já, neste momento.

    Permita-me fazer uma analogia da preparação para a campanha eleitoral de vereador com o trabalho da formiga.

    É exatamente isso o que acontece. A ótica mental minimiza – e muito – a importância desse trabalho. Costuma-se ver como algo menor, sem importância, misturado às muitas ações que definem o cenário da campanha como um todo, que engloba as eleições para vereador e prefeito no ano que vem.

    Aqui, quero fazer um alerta: você, nem que seja somente você, não pode pensar dessa forma.

    As fábulas e metáforas sobre a formiga reforçam sempre a ideia de uma incansável trabalhadora, que faz repetidamente a mesma tarefa de guardar provisões para o próximo inverno (campanha).

    Coloque na sua mente que seu trabalho – metódico, repetitivo e às vezes cansativo – será, desde agora para quem não começou antes, colocar o pé no chão e caminhar muito para conquistar a sua meta para 2016.

    A campanha de vereador, incluída esta fase de preparação, é muito importante para o conjunto de ações partidárias. Durante a etapa do marketing eleitoral, será o candidato a vereador que vai ajudar a capilarizar as ações estratégicas do candidato a prefeito de sua chapa eleitoral.

    No entanto, não se anime. Nem sempre, como já indiquei, você será considerado com esta primazia. Nas campanhas de prefeito que dirijo, faço questão – aqui é um ponto estratégico – de valorizar esse importante trabalho eleitoral.

    Também não desanime. A grande verdade é que tudo vai depender de você. O que você vai fazer por você mesmo, para realizar as suas ações

    Na perspectiva do Marketing Político Integrado, existem ações específicas que devem ser desenvolvidas a partir de agora.

    Leia em http://marketingpoliticointegrado.com.br/a-vez-do-marketing-politico-integrado/

    Aproveite o tempo e veja o que você pode fazer agora:

    1

    Candidato. Responda com honestidade: o que leva você a ser candidato? Esta é uma pergunta importante, porque vai representar a motivação de levar adiante suas ações. E que ninguém se iluda: a campanha é um processo muito difícil e cheio de obstáculos. Em caso de dificuldade com relação a este item, o Coaching pode ser uma ajuda valiosa (veja mais em http://marketingpoliticointegrado.com.br/faca-o-coaching-fortalecer-a-sua-campanha/ )

    2

    Redes Sociais. Comece a expor suas ideias no Facebook, no Twitter e no YouTube. É a partir desses contatos que no ano que vem você poderá convertê-los em eleitores. Lembre-se de que você ainda não pode dizer que é candidato (somente a partir do dia 6 de julho, quando começa a campanha oficial). Mas tem muito assunto para você comentar sobre sua região, sua área de atuação e sua cidade. Site e Blog são importantes para ajudar nessa comunicação via Internet.

    3

    Palestras e encontros. Monte sua agenda de encontros e palestras. Fale sobre os temas que lhe são familiares.

    4

    Newsletter. Ative sua lista de e-mails. Publique uma newsletter quinzenal.

    5

    Marketing Político Integrado. Contrate uma assessoria que conheça as áreas de atuação. Vai ajudar você cuidar das ações de forma estratégica.

    O seu trabalho é de formiguinha. Trabalhe para que de passo em passo você sedimente sua conquista de objetivo.

     

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    Mande e-mail para edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

     

     

  • Campeões de Ibope, campeões de votos?

    Esta é uma grande questão que pode mudar o cenário das eleições em 2016.

    Os partidos políticos procuram nomes que estejam na mente da população para lançá-los como candidatos na eleição do ano que vem. Tanto faz, para vereador ou prefeito. O motivo é simples: são grandes puxadores de votos que levam no vácuo outros candidatos proporcionais, garantindo uma bancada consistente.

    É claro que, em termos de recall, podem até assumir a dianteira nas pesquisas que sejam realizadas agora.

    A pergunta que surge naturalmente é até quando terão fôlego para resistir à dura jornada da campanha política, no caso da Prefeitura.

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  • Marqueteiro não ganha eleição

    Os consultores de Comunicação Política – designação mais adequada ao nosso trabalho profissional no lugar de “marqueteiros” – sabem muito bem que a afirmação do título é verdadeira. Alguns políticos fazem questão de repeti-la, principalmente quando ganham uma eleição.

    E eles têm razão. Todos sabem que o candidato é quem ganha a eleição, com seu passado, seu desempenho, sua força política
    Pode-se dizer que compete ao consultor evitar que erros sejam cometidos.  No entanto, há candidatos que não aceitam determinada indicação do consultor e com isso podem pôr tudo a perder. E então eles costumam afirmar que “a culpa pela derrota é do marqueteiro”. Pode até ser, mas geralmente foi porque ele, o candidato, ignorou determinada linha que deveria ter sido seguida.

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