• O que o cidadão quer é transparência, ética e verdade

     

    A situação política do país está de cabeça para baixo.

    O Congresso prepara-se para uma possibilidade de debater o processo de impeachment da presidente. A Comissão de Ética da Câmara enfrenta duros embates entre seus integrantes e não consegue avançar com o afastamento do presidente da Casa. O STF julga questões relacionadas ao impeachment. A Lava Jato é a única frente que continua avançando contra a rede de corrupção que se instalou na esfera federal.

    Desde junho de 2013, quando milhares de cidadãos saíram em protesto às ruas, começou uma nova etapa nos anseios políticos do país.

    Agora, os cidadãos apontam pela primeira vez a corrupção como o principal problema do país (pesquisa Datafolha em novembro).

    Cada vez mais caminha-se para um momento do país em que se exige a transparência das atitudes dos políticos, o princípio da ética e do valor moral – enfim, a supremacia da verdade –  nas ações dos agentes públicos e dos líderes empresariais.

    É com essa expectativa que o eleitor vai chegar às eleições de 2016. Serão escolhidos prefeitos e vereadores.

    No âmbito do município, torna-se difícil esconder o perfil cinzento de candidatos.

    Em linhas gerais, pode-se prever que eleitores estarão mais atentos ao passado dos políticos. E o que os move é a esperança de dias melhores a partir das cidades em que eles vivem.

    Teoricamente candidatos novos tem melhores oportunidades de receber aval na hora da votação. Mas o que vai valer mesmo é ser percebido com algumas atitudes e valores:

    1. Humildade. É o valor muito raro hoje em dia, principalmente entre políticos.  Quem a tem respeita a opinião do outro, ouve com atenção o que o próximo tem a dizer e principalmente leva em consideração suas posições pessoais. Geralmente nasce-se com esse valor, mas pode ser desenvolvido.
    2.  Honestidade. Esta é a obrigação de todo político. Não se auto-elogie, nem bata no peito por ter esse valor. Seja honesto e, mais do que isso, pareça ser honesto. O restante fica por conta da percepção dos eleitores.
    3. Modernidade. É a capacidade de estar em dia com os meios tecnológicos e a rede social. Mantenha uma página no Facebook, poste vídeos no YouTube, faça um site dinâmico e publique constantemente no seu blog. Já houve a época da Polaroid; hoje o que importa sãos as selfies. É preciso mostrar-se um usuário avançado e conectado com os avanços da comunicação e da tecnologia.
    4. Sorriso no lábio, ouvidos atentos. Não pode ser fingido, porque dá para perceber quando o sorriso não é sincero.  Para vir de dentro, precisa ter seu interior harmônico com a vida. Ajuda quando se pratica meditação, ioga e acupuntura. Mas fundamental mesmo é ter o coração limpo.
    5. Gente como a gente. É a mais forte das percepções. O eleitor enxerga em você qualidades que são próximas das dele. A maneira com você fala, como você ouve, como você participa da vida comunitária. Ele procura quem esteja próximo do modelo de mundo dele. Para isso, seja você mesmo – sempre.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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