• Pré-campanha, aproveite os ventos favoráveis

    Os pressupostos que existem para a campanha eleitoral deste ano são radicais.

    Isso significa que alguns pontos podem ser favoráveis para poucos pré-candidatos e francamente desfavoráveis para outros. Já outros itens são desafiadores para todos os que vão concorrer em outubro.

    Este ano a campanha começa mais tarde. Oficialmente a largada deve acontecer somente em meados de agosto. Serão 45 dias de campanha contra 90 dias nas eleições passadas. É bom para quem está na frente e péssimo para quem ainda não é conhecido. Estamos falando aqui também do tempo das inserções políticas ao longo da programação diária das emissoras de TV e rádio. Isso pode fazer diferença.

    Da mesma forma, o horário gratuito na TV e no Rádio deve começar somente na segunda quinzena de agosto. Agora, são 35 dias – dez a menos que antes. Programas a menos podem fazer falta para quem ainda tem índice de conhecimento reduzido em relação ao candidato que está na ponta. Claro que para vereadores a diferença é menos impactante. Afinal, eles já têm pouco tempo de programa eleitoral e serão lançados numa verdadeira Torre de Babel da comunicação.

    E tem outra pedra no caminho de quem vai participar das eleições de 2016: as doações agora ficaram restritas a pessoas físicas; as empresas não podem mais doar oficialmente.

    Por causa desse cenário, algumas ações precisam ser iniciadas o quanto antes.

    Você pode estar se perguntando: esse não foi o tema também do último artigo postado?

    Quero responder com ênfase: é exatamente o mesmo tema. E isso tem um motivo muito sério. Vou insistir nessa tecla o quanto for possível.

    Aproveite o tempo da pré-campanha!

    O objetivo e o motivo

    O mais importante é definir que você quer ser candidato. Vereador ou prefeito? E também ter muito claro por que você quer ser eleito para esse cargo.

    Essa clareza para você mesmo vai ser fundamental no transcorrer da pré-campanha e da campanha. Você vai precisar dessa motivação presente o tempo todo.

    Campanha é uma operação muito difícil. Repleta de desafios diários. E agora, com o dinheiro de doação mais curto, com a limitação às pessoas físicas, será preciso mais paciência e criatividade.

    Aproveite bem o tempo

    A pré-campanha vai até meados de agosto, quando começa a campanha oficial.

    Esse período precisa ser bem aproveitado. Invista o seu tempo em reuniões com os seus eleitores e os que poderão vir a ser. Faça palestras. Escreva artigos.

    Ande, ande, ande. Ouça, ouça, ouça. Levante quais são as principais demandas. Fale sobre elas.

    A estratégia

    Consolide a sua estratégia. Quantos votos vai precisar? Qual a linha de corte no seu partido? Abra o mapa da sua cidade e marque: onde estão os seus eleitores, onde você está mais fraco, onde você precisa ter núcleos eleitorais, onde estão as suas lideranças comunitárias.

    As ações

    Defina como será sua agenda semanal. Vai começar por onde?

    Comece a conversar com as pessoas que vão estar na sua campanha a partir de agora e defina quem vai estar na equipe partir de julho.

    Uma assessoria jurídica é muito importante desde já, assim como uma consultoria de marketing político. Assim, você vai cometer menos erros.

     

    Redes Sociais

    O TSE permite há algum tempo que o pré-candidato comece a se mexer como pode e o quanto antes.

    A Rede Social está à disposição, através do Facebook, YouTube, Twitter, Blog, principalmente.

    No entanto, esta presença precisa ser planejada. Tanto o conteúdo como a periodicidade dos posts devem estar previstos.

    Tudo isso tem que funcionar em função da estratégia traçada.

    Dessa forma você vai construindo a sua plataforma para a campanha eleitoral. No momento certo,  você vai transformar os leads em eleitores e os curtidores em voluntários para a sua campanha. A sua relevância e autoridade já terão sido confirmadas na mente dos eleitores.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • O que ganha uma eleição

     

    Em julho, publiquei um artigo em que afirmava: “Marketeiro não ganha eleição”. O tema causou controvérsia, benéfica eu diria, porque ao final todos estavam de acordo com a constatação de que há o fator primordial para a vitória.

    Recupero os pontos principais daquele artigo

    Todos sabem que o candidato é quem ganha a eleição, com seu passado, seu desempenho, sua força política
    Pode-se dizer que compete ao consultor político evitar que erros sejam cometidos no transcorrer da campanha.  No entanto, há candidatos que não aceitam determinada indicação do consultor e com isso podem pôr tudo a perder. E então eles costumam afirmar que “a culpa pela derrota é do marqueteiro”. Pode até ser, mas geralmente foi porque ele, o candidato, ignorou determinada linha que deveria ter sido seguida,

    Há candidatos que confiam no consultor e quem ganha com isso é a campanha como um todo. Na última eleição para prefeito, fiz a campanha de um candidato em uma das dez maiores cidades de São Paulo. No início do horário eleitoral, ele tinha cerca de 15% das intenções de votos. Seu oponente, também um ex-prefeito, estava por volta de 45%. Conduzimos a campanha de forma a resgatar o passado de realizações que o nosso candidato deixara, como prefeito, 20 anos antes, e como deputado federal atuante.

    O oponente, embora estivesse bem na frente nas pesquisas, preferiu seguir a linha do ataque direto. Já vira esse filme várias vezes. Com as avaliações das pesquisas e a experiência de quase 30 anos de campanhas políticas, recomendei ficarmos longe da postura de revidar os ataques ou responder passivamente a todos eles. Era essa atitude que a campanha adversária esperava que adotássemos. Seguimos o que havíamos definido desde o início da campanha. Programas otimistas, mostrando a realidade dinâmica da cidade, cidadãos falando sobre benefícios que tiveram com a administração do nosso candidato. Na realidade, nós fizemos nossa pauta de programas e não nos desviamos dela. Em outras palavras, seguimos nossa agenda política e nossa estratégia de Marketing Político Integrado.

    Conseguimos finalizar o Primeiro Turno com cerca de 6% de diferença, atrás do outro candidato. E no Segundo Turno viramos, ganhando com aquela mesma diferença em porcentagem.

    Poucos acreditavam nesse resultado. Até a emissora afiliada da TV Globo, resolveu montar o link de transmissão no comitê político do oponente na noite da apuração do Segundo Turno. Perderam a festa do nosso candidato vitorioso, que avançou pela noite.

    O voto de confiança do nosso candidato foi importante para o sucesso da campanha. Ficamos sempre atrás nas pesquisas – mesmo assim ele nunca colocou em dúvida a estratégia que definimos e seguimos até o final do Segundo Turno.

    Quem ganhou a eleição foi o nosso candidato: pelo seu passado de realizações, por ser Ficha Limpa e, principalmente, pela confiança irrestrita que manteve na nossa direção da campanha eleitoral.

    O adendo que quero fazer tem a ver com a campanha negativa. Nem sempre ela pode ser considerada como inadequada. Depende da hora, do candidato e da dose certa. Em linhas gerais o melhor é seguir o caminho expositivo das qualidades dos candidato e das suas gestões. Mas se for escolhido o ataque, ele precisa ser certeiro, no momento certo e cercado de preparativos que somente a pesquisa qualitativa permite consolidar. Se for no Primeiro Turno, há um sério risco de que parte dos eleitores do candidato atacante mudem para o lado de outro candidato fora da contenda. Portanto, é uma decisão estratégica.

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • O que o cidadão quer é transparência, ética e verdade

     

    A situação política do país está de cabeça para baixo.

    O Congresso prepara-se para uma possibilidade de debater o processo de impeachment da presidente. A Comissão de Ética da Câmara enfrenta duros embates entre seus integrantes e não consegue avançar com o afastamento do presidente da Casa. O STF julga questões relacionadas ao impeachment. A Lava Jato é a única frente que continua avançando contra a rede de corrupção que se instalou na esfera federal.

    Desde junho de 2013, quando milhares de cidadãos saíram em protesto às ruas, começou uma nova etapa nos anseios políticos do país.

    Agora, os cidadãos apontam pela primeira vez a corrupção como o principal problema do país (pesquisa Datafolha em novembro).

    Cada vez mais caminha-se para um momento do país em que se exige a transparência das atitudes dos políticos, o princípio da ética e do valor moral – enfim, a supremacia da verdade –  nas ações dos agentes públicos e dos líderes empresariais.

    É com essa expectativa que o eleitor vai chegar às eleições de 2016. Serão escolhidos prefeitos e vereadores.

    No âmbito do município, torna-se difícil esconder o perfil cinzento de candidatos.

    Em linhas gerais, pode-se prever que eleitores estarão mais atentos ao passado dos políticos. E o que os move é a esperança de dias melhores a partir das cidades em que eles vivem.

    Teoricamente candidatos novos tem melhores oportunidades de receber aval na hora da votação. Mas o que vai valer mesmo é ser percebido com algumas atitudes e valores:

    1. Humildade. É o valor muito raro hoje em dia, principalmente entre políticos.  Quem a tem respeita a opinião do outro, ouve com atenção o que o próximo tem a dizer e principalmente leva em consideração suas posições pessoais. Geralmente nasce-se com esse valor, mas pode ser desenvolvido.
    2.  Honestidade. Esta é a obrigação de todo político. Não se auto-elogie, nem bata no peito por ter esse valor. Seja honesto e, mais do que isso, pareça ser honesto. O restante fica por conta da percepção dos eleitores.
    3. Modernidade. É a capacidade de estar em dia com os meios tecnológicos e a rede social. Mantenha uma página no Facebook, poste vídeos no YouTube, faça um site dinâmico e publique constantemente no seu blog. Já houve a época da Polaroid; hoje o que importa sãos as selfies. É preciso mostrar-se um usuário avançado e conectado com os avanços da comunicação e da tecnologia.
    4. Sorriso no lábio, ouvidos atentos. Não pode ser fingido, porque dá para perceber quando o sorriso não é sincero.  Para vir de dentro, precisa ter seu interior harmônico com a vida. Ajuda quando se pratica meditação, ioga e acupuntura. Mas fundamental mesmo é ter o coração limpo.
    5. Gente como a gente. É a mais forte das percepções. O eleitor enxerga em você qualidades que são próximas das dele. A maneira com você fala, como você ouve, como você participa da vida comunitária. Ele procura quem esteja próximo do modelo de mundo dele. Para isso, seja você mesmo – sempre.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Político também deve ter valor

     

    Fazemos tudo na vida em função de nossos valores pessoais.

    Inclusive escolhemos com quem vamos viver juntos a partir de uma sintonia fina dos nossos valores com os da outra pessoa escolhida.

    E este é um filtro que agora os eleitores passam a levar mais em conta na hora também de escolher seus candidatos.

    É o que mostram pesquisas de opinião recentes.

    Segundo o Datafolha, de cada 10 eleitores sete não pensam em partido político na hora de escolher um candidato. Os índices de aceitação de PT e PSDB são baixos, 11% e 10% respectivamente.

    Há indícios de que os eleitores estão buscando novos nomes, deixando de lados os chamados políticos conhecidos.

    Ainda de acordo com o Datafolha, o índice de rejeição de prováveis pré-candidatos conhecidos para a eleição presidencial de 2018 está acima de 50%.

    Com isso, volta a existir o risco de que, nesse processo emocional, um aventureiro seja eleito, como já vimos no passado.

    Com esse alerta amarelo, quem começa sua jornada política agora, com vista às eleições de 2016, precisa tomar cuidado e levar em conta alguns pontos que começam a balizar as escolhas dos “novos” eleitores. É preciso construir uma imagem real, consolidada em fundamentos atuais que privilegiam a imagem de político que eles querem agora.

    Responda com sinceridade (para você mesmo) sobre o motivo que leva você a ser candidato.

    Tenha certeza sobre essa resposta.

    Qual a motivação maior que leva você a se candidatar?

    Toda campanha é uma jornada muito difícil, repleta de desafios. Por isso é preciso ter convicção profunda sobre o tema.

    Quais valores sustentam a sua vontade de se eleger?

    No Coaching, existem ferramentas e técnicas que permitem ao coachee (quem recebe o processo) encontrar a verdadeira resposta. Como dizem, “Coaching é a arte de conversar com a Alma”.

    É preciso entender que em toda tomada de decisão existe alguma perda. A história do ganha/ganha não vale para esse nível interior.

    O quanto – e o que – você está decidido a abrir mão para se candidatar.  E o mais importante: o quanto você está disposto a investir do seu tempo para ajudar a sua comunidade.

    Estas são as respostas fundamentais que o candidato precisa obter antes da sua decisão.

    O Coaching pode ser uma ajuda valiosa para essa decisão (veja mais em http://marketingpoliticointegrado.com.br/faca-o-coaching-fortalecer-a-sua-campanha/ )

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