• A hora e a vez das pequenas produtoras

     

    Em junho, participei, com dois parceiros, de um workshop no Centro Rebouças, em São Paulo. Foi um dia inteiro em contato com consultores de Marketing Político, profissionais de Rádio e TV e principalmente donos de pequenas produtoras.

    Eles vieram de vários Estados, para passar um dia muito produtivo de troca de ideias e atualização de conhecimentos. As eleições de 2016 serão difíceis e há muitas dúvidas sobre as mudanças eleitorais. Por isso, há muito interesse nas mudanças e suas consequências para a campanha eleitoral.

    A tônica do workshop foi exatamente o foco nas produtoras locais – das cidades pequenas e médias – que agora passam a ter um mercado promissor no ano das eleições. Mais adiante darei mais detalhes sobre isso.

    Mudanças na legislação

    Com as mudanças trazidas pela mirreforma eleitoral, em 2015, as eleições sofreram alterações profundas em vários procedimentos.

    Duração da campanha. Ficou reduzida de 90 para 45 dias. O início agora é no dia 16 de agosto.

    Horário gratuito na TV e Rádio. Começa dia 26 de agosto e termina dia 29 de setembro. Vereador só terá as inserções. O programa de TV será diário apenas para prefeito, de segunda a sábado. E o tempo ficou reduzido para dez minutos na hora do almoço e dez à noite, distribuídos entre todos os candidatos a prefeito.

    Verbas mais curtas.  Além da proibição de doações de empresas, o TSE agora estabelece limites de gastos para a campanha de acordo com as cidades e o gasto de 2012. O programa de TV terá que ser enxuto e de qualidade.

    Solução criativa: gravar com celulares, movies e seus apetrechos. Vai ser o jeito para a maioria das campanhas que têm programa de TV. É possível desde que o pessoal seja criativo.

    Fazer uma tv mais próxima da Rede Social. Sem dúvida pode ser mais ágil sem deixar de ser eficiente. Pouco texto, muita imagem, muita gente participando. Essa interação é quase  natural.

    Por tudo isso, as pequenas produtoras passam a ter oportunidades nas campanhas locais. No entanto, precisam estar preparadas para esse desafio. As campanhas não têm mais como importar produtoras e profissionais de outros locais. O dinheiro está muito curto.

    Para as campanhas, recomenda-se a consultoria especializada e integrada que veja as questões como um todo e consiga indicar as ações adequadas às necessidades da campanha. Além, é claro, de contratar uma produtora local. A experiência vale ouro nas eleições de 2016.

     

    Veja nosso site:

    http://marketingpoliticointegrado.com.br/

    Informações: edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

     

     

  • No Brasil em mudança, como fazer campanha eleitoral

    Por todos os lados que se olhe, os sinais são de mudança profunda na estrutura política do país.

    O processo de impeachment contra a presidente da República e o afastamento do presidente da Câmara de Deputados são marcos significativos desse início de transformação.

    A Lava-Jato avança rapidamente já tendo indiciado mais de 200 réus.

    O eleitor está cansado de tantas notícias que mostram o vínculo íntimo entre o poder e a corrupção.

    O que fica evidente é a esperança de que novos tempos estão chegando.

    Daqui a três meses, começará mais uma etapa do processo eleitoral, desta vez para a definição de prefeitos e vereadores.

    Será a oportunidade para o eleitor escolher candidatos comprometidos com esses novos tempos.

    Com certeza, será o momento também para quem trabalha com o mercado do marketing político e eleitoral.

    O importante: nesses novos tempos serão necessárias novas atitudes de quem vai ser candidato e de quem trabalha nas campanhas.

    Se você quiser saber mais sobre esse tema, vai ser realizado um Workshop no dia 9 de junho, em São Paulo, que vai informar sobre essas mudanças e como as produtoras pequenas e médias podem aproveitar essa oportunidade.

    Clique no link abaixo e veja como vai ser o Workshop

    http://workshop.filmmaker.com.br/

    As principais mudanças nas regras eleitorais para 2016 são as seguintes:

    • Convenções dos partidos serão realizadas de 20.07 a 05.08
    • Eleição começará mais tarde no dia 16 agosto

    Como a campanha começa mais tarde, a pré-campanha ganha

    força, principalmente na Rede Social (custos baixos)

    • Programas eleitorais (Rádio e TV) começam dia 26.08 (6ª.)

    Postar vídeos (Site, Blog, YT, Rede Social) agora é importante

    • A Justiça eleitoral define limites para gastos de candidatos

    As campanhas vão ter recursos reduzidos. Esta é uma oportunidade competitiva para pequenas produtoras

    • Foi proibida a doação de empresas

    Quem estiver preparado poderá ter uma oportunidade relevante nas eleições de 2016.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • A campanha política de 2016 vai ser muito difícil

     

    O vaticínio que mais se tem propalado nos últimos meses é o de que as eleições deste ano não serão nada fáceis.

    Vários acontecimentos e ações de poderes federais reforçaram essa perspectiva.

    Vamos lembrar as principais:

    Congresso fez minirreforma eleitoral

    Como resultado, houve redução do período de campanha e mudança na forma de cálculo de preenchimento das vagas, entre outras alterações. Com menos tempo de campanha tanto nas ruas como no rádio e TV, a campanha apertaria para os candidatos novatos. Na verdade, segundo mostrou o Datafolha em pesquisa recente, os candidatos à reeleição também vão ter dificuldades. Apenas um terço dos eleitores está propenso a votar neles.

     

    Lava-Jato

    As investigações sobre o maior esquema de corrupção política já descoberto no país, chamado caso Petrolão, acabaram torcendo o nariz dos eleitores. Pela primeira vez, pesquisa Datafolha detectou que o grande problema nacional é a corrupção, desbancando a Saúde, o Desemprego e a Segurança – que prevaleceram nas últimas décadas. Portanto, candidato que esteja sob suspeita de malfeitos pode perder as esperanças.

     

    TSE barra financiamento privado

    Embora os político tivessem mantido na minirreforma a possibilidade de doações de empresas para as suas campanhas eleitorais, o TSE baixou resolução proibindo essa fonte legal de recursos. Isso significa que haverá menos dinheiro e portanto campanhas mais enxutas.

    Como enfrentar essas verdadeiras pedras na jornada eleitoral? Nem tudo tem remédio eficaz, mas é possível reduzir muitas pedras em brita de primeira e calçar o caminho até a eleição.

    Tenho falado e vou repetir alguns pontos que põem ajudar o processo até as eleições em outubro.

    São as oportunidades que estão à disposição de quem sabe aproveitar as poucas brechas legais que restaram.

     

    Pré-campanha

    Agora, é preciso começar as ações bem antes do início oficial da campanha eleitoral, que será apenas em meados de agosto, portanto apenas 45 dias de duração. O TSE permite ocupar as Redes Sociais, promover reuniões, conceder entrevistas, fazer palestras e debater questões de interesse de sua comunidade. Somente não pode pedir voto. Crie uma fanpage no Facebook, abra uma conta no Twitter e comece um canal no YouTube. É preciso fazer o planejamento certo para colocar novos posts e vídeos em tempo adequado. Organize as postagens de forma que você não passe dois dias em branco em um canal. Planeje e aja!

     

    Ação

    Saia da zona de conforto. Comece de onde você está. Tudo o que for permitido agora, faça. Depois, não vai haver condições para recuperar o tempo perdido.

    Portanto, a campanha deste ano pode ser difícil se o pré-candidato não fizer o que precisa no momento certo.

     

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • As cinco forças que impulsionam a pré-campanha

    Pré-campanha só tem sentido quando começa bem antes.

    Esta é uma fase do processo eleitoral que ganhou importância com as últimas mudanças na legislação eleitoral.

    Para compensar o menor tempo de campanha (45 dias), o pré-candidato precisa iniciar a pré-campanha de seis a sete meses antes da eleição.

    Para vereador ou prefeito, o esforço é semelhante alterando-se a intensidade desse trabalho.

    Meta clara e bem definida

    Antes de iniciar o processo, será preciso ter bem claro o seu objetivo. Vereador ou prefeito? Recomendo sempre que o pré-candidato escreva cinco linhas sobre o motivo que o levou a se candidatar a esse cargo.

    Caso não esteja claro, é possível ajudá-lo com sessões de Coaching.

    Redigido o texto, este passará a ser o mantra diário do pré-candidato. Recomenda-se que, ao levantar, leia o texto. Se tiver alguma dúvida, releia-o. Se tiver alguma crise de campanha, busque no texto inspiração para a solução.

    Se o objetivo não estiver claro para o pré-candidato, ele não conseguirá conquistar nenhum apoio para a sua eleição.

    Mapear os apoios

    A meta somente estará clara e objetiva se o pré-candidato fizer o mapeamento de sua situação e dos oponentes. Isso poderá ser realizado com ajuda de pesquisas quantitativa qualitativa, levantamento dos mapas do TRE da última eleição municipal na sua cidade e as incansáveis conversas com líderes de bairros.

    Conhecer pontos fortes e fracos

    Todos os líderes conhecem seus pontos de alavanca e de desafio. No Coaching, usam-se várias ferramentas para ajudar a definir esse quadro, como a planilha SWOT pessoal.

    Trabalhe os pontos fortes. Concentre-se neles para potencializar suas forças. Se entre os pontos fracos estão algumas faltas de habilidades, veja o que você pode fazer para supri-las. Por exemplo, dificuldade de falar em público, ou falta de habilidade para liderar. Estes casos podem ser facilmente trabalhados em sessões de Coaching.

    Montar a estrutura de comunicação

    O que não pode faltar é uma pessoa ao seu lado fazendo o trabalho de comunicação. Ele vai ajudar a agendar entrevistas, planejar o conteúdo da Rede Social (veja abaixo), publicar artigos na imprensa, gravar vídeos para o Facebook, site e YouTube, monitorar o que sai na Internet.Mapear cenário político

    Elaborar Planejamento de Ações

    Ao desencadear a pré-campanha, o pré-candidato tem de saber quais  as principais ações serão realizadas e em que momento. Este planejamento precisa estar esboçado.

    A partir daí, o processo é dinâmico. Novas ações são definidas, outras são atualizadas. Faz-se o acompanhamento com novas pesquisas. E assim o pré-candidato chega em agosto, no início da campanha oficial, com imagem formada e estrutura de apoio consolidada.

    Veja em posts anteriores mais informações sobre a pré-campanha.

     

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    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

  • Na pré-campanha, é preciso ser cigarra e formiga

    O que todos já ouviram falar da fábula de Esopo, “A Cigarra e Formiga”?

    Nos meses que antecedem ao inverno, a cigarra só cantava enquanto a formiga estocava alimentos incansavelmente.

    Veio o inverno e a cigarra ficou sem comida.

    Moral da fábula:  trabalha e pensa no futuro!

    Esta etapa da pré-campanha é sem dúvida a mais importante. Agora é preciso trabalhar muito e aproveitar o tempo precioso.

    Serão pelo menos seis meses até o início oficial da campanha em meados de agosto. E naquele período serão apenas 45 dias!

    A conclusão óbvia é a de que agora é preciso agir muito como formiga e um pouco como cigarra. O melhor período para a cigarra será no curto prazo de campanha. Então, deve-se cantar bem alto os pontos fortes do candidato que foram reforçados durante a pré-campanha.

    O próprio TSE já regulamentou, desde 2010, o uso das Redes Sociais para o período que antecede a campanha eleitoral.

    Nada mais justo que se aproveite esse presente da legislação eleitoral.

    Mãos à obra então.

    No post anterior, foram indicados vários pontos importantes das ações na fase da pré-campanha. Como são relevantes, sugiro que se leiam novamente os textos.

    O que mais salta aos olhos é o caminho aberto para as ações que podem ser realizadas a partir de agora.

    É preciso ter uma estratégia elaborada para este período de pré-campanha.

    O que se pretende construir até o início da campanha?

    Qual é a imagem a ser consolidada?

    Planeje como será sua agenda semanal. Quais os lugares que vão ser visitados?

    Nas Redes Sociais, a atenção deve ser redobrada. O ideal é ter uma fanpage no Facebook. Assim, não haverá limitação em  5 mil seguidores. É preciso criar um canal no YouTube. Cada vez os vídeos assumem a dianteira na preferência dos internautas. Os custos são reduzidos. Um bom smartphone pode gravar vídeos com 4K de qualidade de imagem. Em outras palavras, representa cerca de quatro vez mais a nitidez do Full HD.

    Comece a montar sua lista de e-mails.  Faça um Blog no seu site. Publique pelo menos dois posts por semana. Junto com o Facebook, você vai criando relacionamento como quem no futuro poderá ser seu eleitor.

    Para alimentar sua lista de e-mails, publique uma newsletter digital a cada 15 dias. Assim, você vai construindo o diálogo.

    Nada melhor do que promover encontros. Pela estratégia, já foram definidos os segmentos que mais se aproximam de você. Agende reuniões com os grupos de forma separada; assim, você dá uma atenção especial a cada um deles.

    Enquanto isso, você vai definindo com ajuda de amigos e especialistas, a sua plataforma para a eleição. Se for candidato a prefeito, será preciso elaborar um programa de governo. Mas se sua intenção for a Câmara Municipal você vai precisar de estabelecer os  pontos principais.

    Uma boa pesquisa quantitativa vai fornecer um estudo adequado das regiões que interessam para a sua eleição.

    Junto com o estudo do mapa eleitoral da última eleição municipal poderá ser montado um quadro de operações para orientar as ações.

    Muito trabalho até o início da campanha eleitoral, em agosto, como toda boa formiga precisa.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Eleições 2016: cuidado com os sinais de alerta

     

    Existem várias mudanças para as eleições deste ano, para vereador e prefeito: tanto nas regras da campanha como nos anseios dos eleitores, cada vez mais distantes do universo político. Vamos ver algumas das principais mudanças:

    Rejeição aos políticos que estão aí

    As pesquisas tem mostrado uma crescente rejeição dos eleitores aos governantes atuais e

    aos políticos tradicionais. Segundo pesquisa Ibope, 22% dos eleitores pretendem escolher outro candidato e não reeleger os prefeito da sua cidade. Esse dado reforça o cenário contrário aos políticos atuais. É evidente que há exceções. Quando o governante consegue relevância na sua gestão, ele termina consolidando uma posição de quem sabe administrar.

    No geral, no entanto, a predisposição indica muito esforço dos pré-candidatos que pretender conquistar mentes e corações dos eleitores. Junto com outros fatores, como o tempo menor de campanha (ler abaixo), vai ter maiores condições de sair vitorioso em outubro os pré-candidatos que souberem ocupar desde já o espaço que está disponível legalmente.

     

    Partidos também tem rejeição

    O eleitor está tão desgostoso com os políticos que pesquisa mostram que entre cada 10 eleitores 7 não querem nenhuma relação com partido político. É verdade que nas eleições municipais os partidos ocupam o espaço de bastidor. O que vale são os candidatos e o seu passado de muitas realizações e zero de acusações de improbidade. No entanto, essa rejeição precisa ser levada em consideração no momento de se construir o cenário político local.

     

    Tempo de Campanha

    A minirreforma aprovada pelo Congresso reduziu o período de campanha pela metade: de 90 dias para 45 dias. Deve começar no dia 16 de agosto em vez de 06 de julho. Isso torna a pré-campanha mais importante ainda a partir desta eleição.

     

    Duração do Horário Gratuito

    Seguindo a mesma tônica,  a duração da propaganda eleitoral gratuita ficou também reduzida. Agora, no lugar de 45 dias,  serão apenas 35 dias. Isso significa que terá de trabalhar muito quem está fora do executivo municipal. No entanto, além de começar a pré-campanha mais cedo (início do ano), será preciso utilizar com precisão os canais que estão liberados para a pré-campanha.

     

    Importância da pré-campanha

    Este agora é o ponto chave da campanha. Será preciso utilizar com inteligência os meios de comunicação e da forma que a Justiça Eleitoral entende que é possível. E mais importante: começar o mais antecipado possível. Uma boa assessoria jurídica é indispensável – pode começar com  a do partido em que está inscrito – para não cometer deslizes eleitorais.

     

    Doação somente de pessoa física

    Esta foi outra mudança que veio através do STF para a eleição deste ano. Não é mais possível receber doações de empresas. Somente seus eleitores poderão contribuir com sua campanha.

    O objetivo do Supremo foi barrar a famosa Caixa 2. Outro ponto  importante também  é que agora a Justiça Eleitoral é quem vai definir os limites dos gastos de campanha, de acordo com a população das cidades. O TSE tem até o dia 05 de março para definir todas as regras para essas eleições.

     

    Mais candidatos na TV e no Rádio

    Hoje são 28 partidos, entre os 35, que tem direito a parcela do horário gratuito. Com essa perspectiva, deve aumentar o números de candidatos para prefeito e vereador.

     

    O jeito é focar na pré-campanha

    Aproveite o tempo até o início oficial da campanha em agosto, para discutir projetos para a sua cidade, os desafios, e se posicionar com autoridade e a relevância necessárias para conquistar eleitores – e manter os seus.

     

    O que isso tudo significa?

    Se você é pré-candidato, comece a pré-campanha o mais cedo possível.

    Use a rede social, seu site e blog para divulgar suas ideias.

    Faça reuniões com grupos que estejam ligados à sua atuação.

    O que você não pode dizer: pedir votos!

     

     

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  • O que ganha uma eleição

     

    Em julho, publiquei um artigo em que afirmava: “Marketeiro não ganha eleição”. O tema causou controvérsia, benéfica eu diria, porque ao final todos estavam de acordo com a constatação de que há o fator primordial para a vitória.

    Recupero os pontos principais daquele artigo

    Todos sabem que o candidato é quem ganha a eleição, com seu passado, seu desempenho, sua força política
    Pode-se dizer que compete ao consultor político evitar que erros sejam cometidos no transcorrer da campanha.  No entanto, há candidatos que não aceitam determinada indicação do consultor e com isso podem pôr tudo a perder. E então eles costumam afirmar que “a culpa pela derrota é do marqueteiro”. Pode até ser, mas geralmente foi porque ele, o candidato, ignorou determinada linha que deveria ter sido seguida,

    Há candidatos que confiam no consultor e quem ganha com isso é a campanha como um todo. Na última eleição para prefeito, fiz a campanha de um candidato em uma das dez maiores cidades de São Paulo. No início do horário eleitoral, ele tinha cerca de 15% das intenções de votos. Seu oponente, também um ex-prefeito, estava por volta de 45%. Conduzimos a campanha de forma a resgatar o passado de realizações que o nosso candidato deixara, como prefeito, 20 anos antes, e como deputado federal atuante.

    O oponente, embora estivesse bem na frente nas pesquisas, preferiu seguir a linha do ataque direto. Já vira esse filme várias vezes. Com as avaliações das pesquisas e a experiência de quase 30 anos de campanhas políticas, recomendei ficarmos longe da postura de revidar os ataques ou responder passivamente a todos eles. Era essa atitude que a campanha adversária esperava que adotássemos. Seguimos o que havíamos definido desde o início da campanha. Programas otimistas, mostrando a realidade dinâmica da cidade, cidadãos falando sobre benefícios que tiveram com a administração do nosso candidato. Na realidade, nós fizemos nossa pauta de programas e não nos desviamos dela. Em outras palavras, seguimos nossa agenda política e nossa estratégia de Marketing Político Integrado.

    Conseguimos finalizar o Primeiro Turno com cerca de 6% de diferença, atrás do outro candidato. E no Segundo Turno viramos, ganhando com aquela mesma diferença em porcentagem.

    Poucos acreditavam nesse resultado. Até a emissora afiliada da TV Globo, resolveu montar o link de transmissão no comitê político do oponente na noite da apuração do Segundo Turno. Perderam a festa do nosso candidato vitorioso, que avançou pela noite.

    O voto de confiança do nosso candidato foi importante para o sucesso da campanha. Ficamos sempre atrás nas pesquisas – mesmo assim ele nunca colocou em dúvida a estratégia que definimos e seguimos até o final do Segundo Turno.

    Quem ganhou a eleição foi o nosso candidato: pelo seu passado de realizações, por ser Ficha Limpa e, principalmente, pela confiança irrestrita que manteve na nossa direção da campanha eleitoral.

    O adendo que quero fazer tem a ver com a campanha negativa. Nem sempre ela pode ser considerada como inadequada. Depende da hora, do candidato e da dose certa. Em linhas gerais o melhor é seguir o caminho expositivo das qualidades dos candidato e das suas gestões. Mas se for escolhido o ataque, ele precisa ser certeiro, no momento certo e cercado de preparativos que somente a pesquisa qualitativa permite consolidar. Se for no Primeiro Turno, há um sério risco de que parte dos eleitores do candidato atacante mudem para o lado de outro candidato fora da contenda. Portanto, é uma decisão estratégica.

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Se você só critica políticos, por que não se candidata?

     

    “Político não presta.”

    “Não conheço um político honesto.”

    “Todo político é ladrão.”

    Você já deve estar cansado de ouvir essas críticas – são tantas que já se tornaram lugar-comum.

    As pesquisas de opinião mostram que a classe política, o Congresso Nacional e o entorno estão na rabeira das listagens. Na pesquisa Datafolha de novembro, alguns dados foram sintomáticos. O desempenho do Congresso foi avaliado como um dos piores desde 1993, com 53% de ruim ou péssimo de avaliação. Outro dado inédito foi que, pela primeira vez, a corrupção foi indicada como o principal problema do país , com 34% – ou seja, um em cada três brasileiros. Em segundo lugar, lá atrás, vem a Saúde (16%).

    Há uma imagem generalizada antipolíticos.

    Claro que nenhuma generalização é justa. Se você tende a concordar com essas opiniões negativas, existe somente um caminho: você precisa se dispor a entrar no mundo da política e contribuir com seus valores morais elevados.

    A oportunidade está chegando. Em 2016, vão acontecer as eleições para prefeito e vereador.

    Que tal começar como vereador?

    Está certo, você deve estar se perguntando por que é comigo ou que diferença você poderia fazer.

    Existe uma fábula muito interessante que aborda esse tema.

    Conta que, em meio a um incêndio na floresta, um pequeno beija-flor foi visto fazendo inúmeras viagens entre um lago e o local do fogo.

    Paciente, carregava uma gotícula de água e a depositava entre as labaredas.

    Um urso vendo a cena chamou o beija-flor e perguntou-lhe:

    – Diga, pequeno colibri, você espera conter o incêndio com o seu gesto?

    – Não, amigo urso. Mas estou fazendo a minha parte!

    É esta a questão. Neste momento de transição, há forte tendência – como mostram cenários do passado – de renovação dos políticos.

    Como tenho alertado, existe também um risco de que aventureiros substituam-nos.

    Para que essa ameaça seja reduzida, é preciso que indivíduos que costumam torcer o nariz para o atual cenário se disponham a disputar um posto político.

    Falamos do cargo de vereador. É um bom início. O vereador está para a política assim como o kart está para a Fórmula 1. Airton Senna, o campeão inesquecível, dizia que devia toda sua habilidade ao volante para o período em que praticou nas pistas de kart no início de sua carreira.

    Talvez seja a campanha mais difícil. Muitos candidatos, pouca ajuda, muito trabalho, uma vitória distante.

    Esse desafio costuma motivar algumas pessoas.

    Comece agora. Não há tempo a perder. Você vai ter que centrar seu esforço tanto nas redes sociais como nos encontros corpo a corpo.

    Alguns pontos que você precisa cuidar e que foram publicados no post O Trabalho de Formiguinha (http://marketingpoliticointegrado.com.br/o-trabalho-de-formiguinha/ ).

    Candidato. Por que você quer ser candidato? Esta é uma pergunta importante, porque vai representar a motivação de levar adiante suas ações. E que ninguém se iluda: a campanha é um processo muito difícil e cheio de obstáculos. Em caso de dificuldade com relação a este item, o Coaching pode ser uma ajuda valiosa (veja mais em http://marketingpoliticointegrado.com.br/faca-o-coaching-fortalecer-a-sua-campanha/ )

    Redes Sociais. Comece a expor suas ideias no Facebook, no Twitter e no YouTube. É a partir desses contatos que na hora da eleição vem você poderá convertê-los em eleitores. Lembre-se de que você ainda não pode dizer que é candidato. Mas tem muito assunto para você comentar sobre sua região, sua área de atuação e sua cidade. Site e Blog são importantes para ajudar nessa comunicação via Internet. Planeje o Marketing de Conteúdo.

    Palestras e encontros. Monte sua agenda de encontros e palestras. Fale sobre os temas que lhe são familiares.

    Newsletter. Ative sua lista de e-mails. Publique uma newsletter quinzenal.

    Marketing Político Integrado. Contrate uma assessoria que conheça as áreas de atuação. Vai ajudar você cuidar das ações de forma estratégica.

    O seu trabalho é de formiguinha. Trabalhe para que de passo em passo você sedimente sua conquista de objetivo.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Ventos de mudança sopram da Argentina

     

    A mudança na presidência da Argentina, com a eleição do conservador Mauricio Macri, encerra o ciclo de 12 anos do kirchnerismo.

    A atual presidente, Cristina Kirchner, nem está tão mal nas pesquisas: seu índice de aceitação continua em 50%.

    O que se percebeu foi um profundo desejo de mudança. Alguns dados da eleição reforçam essa tendência.

    Pela primeira vez, houve realização de segundo turno nas eleições presidenciais argentinas.

    Daniel Scioli, o candidato apoiado por Cristina, vencera no primeiro turno por uma magra diferença de 3% dos votos. Macri conseguiu arregimentar mais apoio para vencer no segundo turno.

    Engenheiro, filho de um dos empresários mais ricos do país, Macri dirigiu o Boca Juniors, uma das principais agremiações do futebol portenho, e estava cumprindo o segundo mandato à frente do governo de Buenos Aires. Há alguns anos, ajudou a fundar um novo partido, o PRO, ao largo do peronismo e do radicalismo. E com ele chegou à presidência.

    Especialistas entendem que o eleitor argentino ficou cansado do intervencionismo estatal na economia do país, a ponto de, dizem eles, manipular as taxas de inflação, hoje oficialmente na casa de 28%.

    Mais do que isso pode ter ficado sensível ao discurso conciliador de Macri ante o repetitivo bordão de guerra do “nós contra eles”.

    Há quem se lembre do lendário efeito Orloff, ou seja, tudo o que acontece no país vizinho é uma prévia do que vai acontecer no Brasil. Para um argentino, Jorge Fontevecchia, diretor do grupo editorial Perfil, isso já poderia ter ocorrido no Brasil nas eleições do ano passado. Ele disse numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo:

    “Creio que vivemos (Brasil e Argentina) ciclos parecidos. Essa mudança aqui (na Argentina) talvez tivesse ocorrido também na eleição brasileira (segundo turno), caso tivesse acontecido alguns meses depois.”

    No Brasil, o desejo de mudança tem-se se manifestado há algum tempo e pode refletir nas eleições de 2016, para prefeito e  vereador.

    Com isso, eleitores e pré-candidatos precisam tomar cuidado.

    Os eleitores podem, na ânsia de não eleger “figurinhas marcadas”,  escolher apressadamente aventureiros.

    Candidatos devem prestar atenção aos detalhes. Sejam autênticos, porque este pode ser o filtro diferencial nas eleições de 2016.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Político também deve ter valor

     

    Fazemos tudo na vida em função de nossos valores pessoais.

    Inclusive escolhemos com quem vamos viver juntos a partir de uma sintonia fina dos nossos valores com os da outra pessoa escolhida.

    E este é um filtro que agora os eleitores passam a levar mais em conta na hora também de escolher seus candidatos.

    É o que mostram pesquisas de opinião recentes.

    Segundo o Datafolha, de cada 10 eleitores sete não pensam em partido político na hora de escolher um candidato. Os índices de aceitação de PT e PSDB são baixos, 11% e 10% respectivamente.

    Há indícios de que os eleitores estão buscando novos nomes, deixando de lados os chamados políticos conhecidos.

    Ainda de acordo com o Datafolha, o índice de rejeição de prováveis pré-candidatos conhecidos para a eleição presidencial de 2018 está acima de 50%.

    Com isso, volta a existir o risco de que, nesse processo emocional, um aventureiro seja eleito, como já vimos no passado.

    Com esse alerta amarelo, quem começa sua jornada política agora, com vista às eleições de 2016, precisa tomar cuidado e levar em conta alguns pontos que começam a balizar as escolhas dos “novos” eleitores. É preciso construir uma imagem real, consolidada em fundamentos atuais que privilegiam a imagem de político que eles querem agora.

    Responda com sinceridade (para você mesmo) sobre o motivo que leva você a ser candidato.

    Tenha certeza sobre essa resposta.

    Qual a motivação maior que leva você a se candidatar?

    Toda campanha é uma jornada muito difícil, repleta de desafios. Por isso é preciso ter convicção profunda sobre o tema.

    Quais valores sustentam a sua vontade de se eleger?

    No Coaching, existem ferramentas e técnicas que permitem ao coachee (quem recebe o processo) encontrar a verdadeira resposta. Como dizem, “Coaching é a arte de conversar com a Alma”.

    É preciso entender que em toda tomada de decisão existe alguma perda. A história do ganha/ganha não vale para esse nível interior.

    O quanto – e o que – você está decidido a abrir mão para se candidatar.  E o mais importante: o quanto você está disposto a investir do seu tempo para ajudar a sua comunidade.

    Estas são as respostas fundamentais que o candidato precisa obter antes da sua decisão.

    O Coaching pode ser uma ajuda valiosa para essa decisão (veja mais em http://marketingpoliticointegrado.com.br/faca-o-coaching-fortalecer-a-sua-campanha/ )

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