• A hora e a vez das pequenas produtoras

     

    Em junho, participei, com dois parceiros, de um workshop no Centro Rebouças, em São Paulo. Foi um dia inteiro em contato com consultores de Marketing Político, profissionais de Rádio e TV e principalmente donos de pequenas produtoras.

    Eles vieram de vários Estados, para passar um dia muito produtivo de troca de ideias e atualização de conhecimentos. As eleições de 2016 serão difíceis e há muitas dúvidas sobre as mudanças eleitorais. Por isso, há muito interesse nas mudanças e suas consequências para a campanha eleitoral.

    A tônica do workshop foi exatamente o foco nas produtoras locais – das cidades pequenas e médias – que agora passam a ter um mercado promissor no ano das eleições. Mais adiante darei mais detalhes sobre isso.

    Mudanças na legislação

    Com as mudanças trazidas pela mirreforma eleitoral, em 2015, as eleições sofreram alterações profundas em vários procedimentos.

    Duração da campanha. Ficou reduzida de 90 para 45 dias. O início agora é no dia 16 de agosto.

    Horário gratuito na TV e Rádio. Começa dia 26 de agosto e termina dia 29 de setembro. Vereador só terá as inserções. O programa de TV será diário apenas para prefeito, de segunda a sábado. E o tempo ficou reduzido para dez minutos na hora do almoço e dez à noite, distribuídos entre todos os candidatos a prefeito.

    Verbas mais curtas.  Além da proibição de doações de empresas, o TSE agora estabelece limites de gastos para a campanha de acordo com as cidades e o gasto de 2012. O programa de TV terá que ser enxuto e de qualidade.

    Solução criativa: gravar com celulares, movies e seus apetrechos. Vai ser o jeito para a maioria das campanhas que têm programa de TV. É possível desde que o pessoal seja criativo.

    Fazer uma tv mais próxima da Rede Social. Sem dúvida pode ser mais ágil sem deixar de ser eficiente. Pouco texto, muita imagem, muita gente participando. Essa interação é quase  natural.

    Por tudo isso, as pequenas produtoras passam a ter oportunidades nas campanhas locais. No entanto, precisam estar preparadas para esse desafio. As campanhas não têm mais como importar produtoras e profissionais de outros locais. O dinheiro está muito curto.

    Para as campanhas, recomenda-se a consultoria especializada e integrada que veja as questões como um todo e consiga indicar as ações adequadas às necessidades da campanha. Além, é claro, de contratar uma produtora local. A experiência vale ouro nas eleições de 2016.

     

    Veja nosso site:

    http://marketingpoliticointegrado.com.br/

    Informações: edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

     

     

  • No Brasil em mudança, como fazer campanha eleitoral

    Por todos os lados que se olhe, os sinais são de mudança profunda na estrutura política do país.

    O processo de impeachment contra a presidente da República e o afastamento do presidente da Câmara de Deputados são marcos significativos desse início de transformação.

    A Lava-Jato avança rapidamente já tendo indiciado mais de 200 réus.

    O eleitor está cansado de tantas notícias que mostram o vínculo íntimo entre o poder e a corrupção.

    O que fica evidente é a esperança de que novos tempos estão chegando.

    Daqui a três meses, começará mais uma etapa do processo eleitoral, desta vez para a definição de prefeitos e vereadores.

    Será a oportunidade para o eleitor escolher candidatos comprometidos com esses novos tempos.

    Com certeza, será o momento também para quem trabalha com o mercado do marketing político e eleitoral.

    O importante: nesses novos tempos serão necessárias novas atitudes de quem vai ser candidato e de quem trabalha nas campanhas.

    Se você quiser saber mais sobre esse tema, vai ser realizado um Workshop no dia 9 de junho, em São Paulo, que vai informar sobre essas mudanças e como as produtoras pequenas e médias podem aproveitar essa oportunidade.

    Clique no link abaixo e veja como vai ser o Workshop

    http://workshop.filmmaker.com.br/

    As principais mudanças nas regras eleitorais para 2016 são as seguintes:

    • Convenções dos partidos serão realizadas de 20.07 a 05.08
    • Eleição começará mais tarde no dia 16 agosto

    Como a campanha começa mais tarde, a pré-campanha ganha

    força, principalmente na Rede Social (custos baixos)

    • Programas eleitorais (Rádio e TV) começam dia 26.08 (6ª.)

    Postar vídeos (Site, Blog, YT, Rede Social) agora é importante

    • A Justiça eleitoral define limites para gastos de candidatos

    As campanhas vão ter recursos reduzidos. Esta é uma oportunidade competitiva para pequenas produtoras

    • Foi proibida a doação de empresas

    Quem estiver preparado poderá ter uma oportunidade relevante nas eleições de 2016.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • A campanha política de 2016 vai ser muito difícil

     

    O vaticínio que mais se tem propalado nos últimos meses é o de que as eleições deste ano não serão nada fáceis.

    Vários acontecimentos e ações de poderes federais reforçaram essa perspectiva.

    Vamos lembrar as principais:

    Congresso fez minirreforma eleitoral

    Como resultado, houve redução do período de campanha e mudança na forma de cálculo de preenchimento das vagas, entre outras alterações. Com menos tempo de campanha tanto nas ruas como no rádio e TV, a campanha apertaria para os candidatos novatos. Na verdade, segundo mostrou o Datafolha em pesquisa recente, os candidatos à reeleição também vão ter dificuldades. Apenas um terço dos eleitores está propenso a votar neles.

     

    Lava-Jato

    As investigações sobre o maior esquema de corrupção política já descoberto no país, chamado caso Petrolão, acabaram torcendo o nariz dos eleitores. Pela primeira vez, pesquisa Datafolha detectou que o grande problema nacional é a corrupção, desbancando a Saúde, o Desemprego e a Segurança – que prevaleceram nas últimas décadas. Portanto, candidato que esteja sob suspeita de malfeitos pode perder as esperanças.

     

    TSE barra financiamento privado

    Embora os político tivessem mantido na minirreforma a possibilidade de doações de empresas para as suas campanhas eleitorais, o TSE baixou resolução proibindo essa fonte legal de recursos. Isso significa que haverá menos dinheiro e portanto campanhas mais enxutas.

    Como enfrentar essas verdadeiras pedras na jornada eleitoral? Nem tudo tem remédio eficaz, mas é possível reduzir muitas pedras em brita de primeira e calçar o caminho até a eleição.

    Tenho falado e vou repetir alguns pontos que põem ajudar o processo até as eleições em outubro.

    São as oportunidades que estão à disposição de quem sabe aproveitar as poucas brechas legais que restaram.

     

    Pré-campanha

    Agora, é preciso começar as ações bem antes do início oficial da campanha eleitoral, que será apenas em meados de agosto, portanto apenas 45 dias de duração. O TSE permite ocupar as Redes Sociais, promover reuniões, conceder entrevistas, fazer palestras e debater questões de interesse de sua comunidade. Somente não pode pedir voto. Crie uma fanpage no Facebook, abra uma conta no Twitter e comece um canal no YouTube. É preciso fazer o planejamento certo para colocar novos posts e vídeos em tempo adequado. Organize as postagens de forma que você não passe dois dias em branco em um canal. Planeje e aja!

     

    Ação

    Saia da zona de conforto. Comece de onde você está. Tudo o que for permitido agora, faça. Depois, não vai haver condições para recuperar o tempo perdido.

    Portanto, a campanha deste ano pode ser difícil se o pré-candidato não fizer o que precisa no momento certo.

     

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Na pré-campanha, é preciso ser cigarra e formiga

    O que todos já ouviram falar da fábula de Esopo, “A Cigarra e Formiga”?

    Nos meses que antecedem ao inverno, a cigarra só cantava enquanto a formiga estocava alimentos incansavelmente.

    Veio o inverno e a cigarra ficou sem comida.

    Moral da fábula:  trabalha e pensa no futuro!

    Esta etapa da pré-campanha é sem dúvida a mais importante. Agora é preciso trabalhar muito e aproveitar o tempo precioso.

    Serão pelo menos seis meses até o início oficial da campanha em meados de agosto. E naquele período serão apenas 45 dias!

    A conclusão óbvia é a de que agora é preciso agir muito como formiga e um pouco como cigarra. O melhor período para a cigarra será no curto prazo de campanha. Então, deve-se cantar bem alto os pontos fortes do candidato que foram reforçados durante a pré-campanha.

    O próprio TSE já regulamentou, desde 2010, o uso das Redes Sociais para o período que antecede a campanha eleitoral.

    Nada mais justo que se aproveite esse presente da legislação eleitoral.

    Mãos à obra então.

    No post anterior, foram indicados vários pontos importantes das ações na fase da pré-campanha. Como são relevantes, sugiro que se leiam novamente os textos.

    O que mais salta aos olhos é o caminho aberto para as ações que podem ser realizadas a partir de agora.

    É preciso ter uma estratégia elaborada para este período de pré-campanha.

    O que se pretende construir até o início da campanha?

    Qual é a imagem a ser consolidada?

    Planeje como será sua agenda semanal. Quais os lugares que vão ser visitados?

    Nas Redes Sociais, a atenção deve ser redobrada. O ideal é ter uma fanpage no Facebook. Assim, não haverá limitação em  5 mil seguidores. É preciso criar um canal no YouTube. Cada vez os vídeos assumem a dianteira na preferência dos internautas. Os custos são reduzidos. Um bom smartphone pode gravar vídeos com 4K de qualidade de imagem. Em outras palavras, representa cerca de quatro vez mais a nitidez do Full HD.

    Comece a montar sua lista de e-mails.  Faça um Blog no seu site. Publique pelo menos dois posts por semana. Junto com o Facebook, você vai criando relacionamento como quem no futuro poderá ser seu eleitor.

    Para alimentar sua lista de e-mails, publique uma newsletter digital a cada 15 dias. Assim, você vai construindo o diálogo.

    Nada melhor do que promover encontros. Pela estratégia, já foram definidos os segmentos que mais se aproximam de você. Agende reuniões com os grupos de forma separada; assim, você dá uma atenção especial a cada um deles.

    Enquanto isso, você vai definindo com ajuda de amigos e especialistas, a sua plataforma para a eleição. Se for candidato a prefeito, será preciso elaborar um programa de governo. Mas se sua intenção for a Câmara Municipal você vai precisar de estabelecer os  pontos principais.

    Uma boa pesquisa quantitativa vai fornecer um estudo adequado das regiões que interessam para a sua eleição.

    Junto com o estudo do mapa eleitoral da última eleição municipal poderá ser montado um quadro de operações para orientar as ações.

    Muito trabalho até o início da campanha eleitoral, em agosto, como toda boa formiga precisa.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Pré-campanha, aproveite os ventos favoráveis

    Os pressupostos que existem para a campanha eleitoral deste ano são radicais.

    Isso significa que alguns pontos podem ser favoráveis para poucos pré-candidatos e francamente desfavoráveis para outros. Já outros itens são desafiadores para todos os que vão concorrer em outubro.

    Este ano a campanha começa mais tarde. Oficialmente a largada deve acontecer somente em meados de agosto. Serão 45 dias de campanha contra 90 dias nas eleições passadas. É bom para quem está na frente e péssimo para quem ainda não é conhecido. Estamos falando aqui também do tempo das inserções políticas ao longo da programação diária das emissoras de TV e rádio. Isso pode fazer diferença.

    Da mesma forma, o horário gratuito na TV e no Rádio deve começar somente na segunda quinzena de agosto. Agora, são 35 dias – dez a menos que antes. Programas a menos podem fazer falta para quem ainda tem índice de conhecimento reduzido em relação ao candidato que está na ponta. Claro que para vereadores a diferença é menos impactante. Afinal, eles já têm pouco tempo de programa eleitoral e serão lançados numa verdadeira Torre de Babel da comunicação.

    E tem outra pedra no caminho de quem vai participar das eleições de 2016: as doações agora ficaram restritas a pessoas físicas; as empresas não podem mais doar oficialmente.

    Por causa desse cenário, algumas ações precisam ser iniciadas o quanto antes.

    Você pode estar se perguntando: esse não foi o tema também do último artigo postado?

    Quero responder com ênfase: é exatamente o mesmo tema. E isso tem um motivo muito sério. Vou insistir nessa tecla o quanto for possível.

    Aproveite o tempo da pré-campanha!

    O objetivo e o motivo

    O mais importante é definir que você quer ser candidato. Vereador ou prefeito? E também ter muito claro por que você quer ser eleito para esse cargo.

    Essa clareza para você mesmo vai ser fundamental no transcorrer da pré-campanha e da campanha. Você vai precisar dessa motivação presente o tempo todo.

    Campanha é uma operação muito difícil. Repleta de desafios diários. E agora, com o dinheiro de doação mais curto, com a limitação às pessoas físicas, será preciso mais paciência e criatividade.

    Aproveite bem o tempo

    A pré-campanha vai até meados de agosto, quando começa a campanha oficial.

    Esse período precisa ser bem aproveitado. Invista o seu tempo em reuniões com os seus eleitores e os que poderão vir a ser. Faça palestras. Escreva artigos.

    Ande, ande, ande. Ouça, ouça, ouça. Levante quais são as principais demandas. Fale sobre elas.

    A estratégia

    Consolide a sua estratégia. Quantos votos vai precisar? Qual a linha de corte no seu partido? Abra o mapa da sua cidade e marque: onde estão os seus eleitores, onde você está mais fraco, onde você precisa ter núcleos eleitorais, onde estão as suas lideranças comunitárias.

    As ações

    Defina como será sua agenda semanal. Vai começar por onde?

    Comece a conversar com as pessoas que vão estar na sua campanha a partir de agora e defina quem vai estar na equipe partir de julho.

    Uma assessoria jurídica é muito importante desde já, assim como uma consultoria de marketing político. Assim, você vai cometer menos erros.

     

    Redes Sociais

    O TSE permite há algum tempo que o pré-candidato comece a se mexer como pode e o quanto antes.

    A Rede Social está à disposição, através do Facebook, YouTube, Twitter, Blog, principalmente.

    No entanto, esta presença precisa ser planejada. Tanto o conteúdo como a periodicidade dos posts devem estar previstos.

    Tudo isso tem que funcionar em função da estratégia traçada.

    Dessa forma você vai construindo a sua plataforma para a campanha eleitoral. No momento certo,  você vai transformar os leads em eleitores e os curtidores em voluntários para a sua campanha. A sua relevância e autoridade já terão sido confirmadas na mente dos eleitores.

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • Eleições 2016: cuidado com os sinais de alerta

     

    Existem várias mudanças para as eleições deste ano, para vereador e prefeito: tanto nas regras da campanha como nos anseios dos eleitores, cada vez mais distantes do universo político. Vamos ver algumas das principais mudanças:

    Rejeição aos políticos que estão aí

    As pesquisas tem mostrado uma crescente rejeição dos eleitores aos governantes atuais e

    aos políticos tradicionais. Segundo pesquisa Ibope, 22% dos eleitores pretendem escolher outro candidato e não reeleger os prefeito da sua cidade. Esse dado reforça o cenário contrário aos políticos atuais. É evidente que há exceções. Quando o governante consegue relevância na sua gestão, ele termina consolidando uma posição de quem sabe administrar.

    No geral, no entanto, a predisposição indica muito esforço dos pré-candidatos que pretender conquistar mentes e corações dos eleitores. Junto com outros fatores, como o tempo menor de campanha (ler abaixo), vai ter maiores condições de sair vitorioso em outubro os pré-candidatos que souberem ocupar desde já o espaço que está disponível legalmente.

     

    Partidos também tem rejeição

    O eleitor está tão desgostoso com os políticos que pesquisa mostram que entre cada 10 eleitores 7 não querem nenhuma relação com partido político. É verdade que nas eleições municipais os partidos ocupam o espaço de bastidor. O que vale são os candidatos e o seu passado de muitas realizações e zero de acusações de improbidade. No entanto, essa rejeição precisa ser levada em consideração no momento de se construir o cenário político local.

     

    Tempo de Campanha

    A minirreforma aprovada pelo Congresso reduziu o período de campanha pela metade: de 90 dias para 45 dias. Deve começar no dia 16 de agosto em vez de 06 de julho. Isso torna a pré-campanha mais importante ainda a partir desta eleição.

     

    Duração do Horário Gratuito

    Seguindo a mesma tônica,  a duração da propaganda eleitoral gratuita ficou também reduzida. Agora, no lugar de 45 dias,  serão apenas 35 dias. Isso significa que terá de trabalhar muito quem está fora do executivo municipal. No entanto, além de começar a pré-campanha mais cedo (início do ano), será preciso utilizar com precisão os canais que estão liberados para a pré-campanha.

     

    Importância da pré-campanha

    Este agora é o ponto chave da campanha. Será preciso utilizar com inteligência os meios de comunicação e da forma que a Justiça Eleitoral entende que é possível. E mais importante: começar o mais antecipado possível. Uma boa assessoria jurídica é indispensável – pode começar com  a do partido em que está inscrito – para não cometer deslizes eleitorais.

     

    Doação somente de pessoa física

    Esta foi outra mudança que veio através do STF para a eleição deste ano. Não é mais possível receber doações de empresas. Somente seus eleitores poderão contribuir com sua campanha.

    O objetivo do Supremo foi barrar a famosa Caixa 2. Outro ponto  importante também  é que agora a Justiça Eleitoral é quem vai definir os limites dos gastos de campanha, de acordo com a população das cidades. O TSE tem até o dia 05 de março para definir todas as regras para essas eleições.

     

    Mais candidatos na TV e no Rádio

    Hoje são 28 partidos, entre os 35, que tem direito a parcela do horário gratuito. Com essa perspectiva, deve aumentar o números de candidatos para prefeito e vereador.

     

    O jeito é focar na pré-campanha

    Aproveite o tempo até o início oficial da campanha em agosto, para discutir projetos para a sua cidade, os desafios, e se posicionar com autoridade e a relevância necessárias para conquistar eleitores – e manter os seus.

     

    O que isso tudo significa?

    Se você é pré-candidato, comece a pré-campanha o mais cedo possível.

    Use a rede social, seu site e blog para divulgar suas ideias.

    Faça reuniões com grupos que estejam ligados à sua atuação.

    O que você não pode dizer: pedir votos!

     

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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  • O que ganha uma eleição

     

    Em julho, publiquei um artigo em que afirmava: “Marketeiro não ganha eleição”. O tema causou controvérsia, benéfica eu diria, porque ao final todos estavam de acordo com a constatação de que há o fator primordial para a vitória.

    Recupero os pontos principais daquele artigo

    Todos sabem que o candidato é quem ganha a eleição, com seu passado, seu desempenho, sua força política
    Pode-se dizer que compete ao consultor político evitar que erros sejam cometidos no transcorrer da campanha.  No entanto, há candidatos que não aceitam determinada indicação do consultor e com isso podem pôr tudo a perder. E então eles costumam afirmar que “a culpa pela derrota é do marqueteiro”. Pode até ser, mas geralmente foi porque ele, o candidato, ignorou determinada linha que deveria ter sido seguida,

    Há candidatos que confiam no consultor e quem ganha com isso é a campanha como um todo. Na última eleição para prefeito, fiz a campanha de um candidato em uma das dez maiores cidades de São Paulo. No início do horário eleitoral, ele tinha cerca de 15% das intenções de votos. Seu oponente, também um ex-prefeito, estava por volta de 45%. Conduzimos a campanha de forma a resgatar o passado de realizações que o nosso candidato deixara, como prefeito, 20 anos antes, e como deputado federal atuante.

    O oponente, embora estivesse bem na frente nas pesquisas, preferiu seguir a linha do ataque direto. Já vira esse filme várias vezes. Com as avaliações das pesquisas e a experiência de quase 30 anos de campanhas políticas, recomendei ficarmos longe da postura de revidar os ataques ou responder passivamente a todos eles. Era essa atitude que a campanha adversária esperava que adotássemos. Seguimos o que havíamos definido desde o início da campanha. Programas otimistas, mostrando a realidade dinâmica da cidade, cidadãos falando sobre benefícios que tiveram com a administração do nosso candidato. Na realidade, nós fizemos nossa pauta de programas e não nos desviamos dela. Em outras palavras, seguimos nossa agenda política e nossa estratégia de Marketing Político Integrado.

    Conseguimos finalizar o Primeiro Turno com cerca de 6% de diferença, atrás do outro candidato. E no Segundo Turno viramos, ganhando com aquela mesma diferença em porcentagem.

    Poucos acreditavam nesse resultado. Até a emissora afiliada da TV Globo, resolveu montar o link de transmissão no comitê político do oponente na noite da apuração do Segundo Turno. Perderam a festa do nosso candidato vitorioso, que avançou pela noite.

    O voto de confiança do nosso candidato foi importante para o sucesso da campanha. Ficamos sempre atrás nas pesquisas – mesmo assim ele nunca colocou em dúvida a estratégia que definimos e seguimos até o final do Segundo Turno.

    Quem ganhou a eleição foi o nosso candidato: pelo seu passado de realizações, por ser Ficha Limpa e, principalmente, pela confiança irrestrita que manteve na nossa direção da campanha eleitoral.

    O adendo que quero fazer tem a ver com a campanha negativa. Nem sempre ela pode ser considerada como inadequada. Depende da hora, do candidato e da dose certa. Em linhas gerais o melhor é seguir o caminho expositivo das qualidades dos candidato e das suas gestões. Mas se for escolhido o ataque, ele precisa ser certeiro, no momento certo e cercado de preparativos que somente a pesquisa qualitativa permite consolidar. Se for no Primeiro Turno, há um sério risco de que parte dos eleitores do candidato atacante mudem para o lado de outro candidato fora da contenda. Portanto, é uma decisão estratégica.

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

    http://marketingpoliticointegrado.com.br/ 

     

  • Na Política, mentira pode ter pernas longas

     

    A mentira é um dos maiores problemas que se podem enfrentar. Se for político, precisa tomar ainda mais cuidado. Afinal, para quem tem visibilidade pública redobram-se as possibilidades de cobrança.

    Nem todos pensam assim. Há políticos que se importam apenas com o momento. Acabam se esquecendo da memória virtual que perpetua todos os desmandos – e também as boas ações – que são cometidos.

    A memória da Internet é implacável. Cometa um deslize – efakes pronto você pode ser desmascarado na hora – ou em pouco tempo – na Rede Social. Na Política, principalmente. Existem aqueles que usam os meios digitais para denegrir políticos, pessoas com presença pública. Geralmente se escondem atrás de perfis fakes e pensam estar assim protegidos. Ledo engano. Com os recursos tecnológicos à disposição, as autoridades policiais chegam facilmente ao computador de onde partiram as infâmias. Confie na Polícia Civil e Federal em caso de ser vítima de tais ataques.

    Quando o político diz coisas que estão além da sua capacidade, ou garantem o que não podem afiançar, acabam colocando a sua imagem política no fogo da rejeição.

    Há casos clássicos.

    Existem imagens arquivadas de políticos que negaram de pé junto e até choraram – alguns – quando foram veiculadas informações de suspeitas policiais ou judiciais, geralmente nos telejornais de maior audiência. Algum tempo depois, verificava-se que tudo não passara de um grande show de mentira deslavada. Os políticos-atores eram comprovadamente culpados. Mentiram mais uma vez – a última – para o seu eleitorado.

    Há também aqueles que juram não ter conta no exterior. Mas graças à eficiência da justiça de países de primeiro mundo acabam sendo processados com provas documentais. Alguns são inseridos nas listagens de procurados pela polícia internacional.

    É também por casos como esses que a classe política está com índices muito elevados de rejeição. O que não se deve generalizar: afinal, existem políticos dignos de confiança.

    O exemplo contrário também é digno de nota. Existem políticos que admitem os erros, assumem a culpa em público e podem ser até perdoados por seus eleitores. São casos mais frequentes nos Estados Unidos, Inglaterra e em países nórdicos.

    O que se pode aprender diante desses cenários, para quem é pré-candidato:

    1. Nunca minta. Quando prometer alguma obra, faça com a consciência de que vai realizá-la. Pode ser que as circunstâncias impeçam. Isso pode acontecer e você terá condições de explicar a real situação do que aconteceu.
    2. Seja você sempre. Com isso, você adotará ações que sabe serem possíveis.
    3. Tenha em mente o propósito de sua candidatura. Se for por motivo menor, ela pode minguar com o tempo. Campanha é um processo muito difícil.
    4. Para os pré-candidatos a vereador, seja simples. Trabalhe, trabalhe, trabalhe pela sua candidatura e a do prefeito da sua coligação. Traição é um pecado do tamanho da mentira.

    Edson Higo

     

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  • Marqueteiro não ganha eleição

    Os consultores de Comunicação Política – designação mais adequada ao nosso trabalho profissional no lugar de “marqueteiros” – sabem muito bem que a afirmação do título é verdadeira. Alguns políticos fazem questão de repeti-la, principalmente quando ganham uma eleição.

    E eles têm razão. Todos sabem que o candidato é quem ganha a eleição, com seu passado, seu desempenho, sua força política
    Pode-se dizer que compete ao consultor evitar que erros sejam cometidos.  No entanto, há candidatos que não aceitam determinada indicação do consultor e com isso podem pôr tudo a perder. E então eles costumam afirmar que “a culpa pela derrota é do marqueteiro”. Pode até ser, mas geralmente foi porque ele, o candidato, ignorou determinada linha que deveria ter sido seguida.

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