• Não há sucesso como o fracasso

    Foi Bob Dylan quem escreveu essa afirmação de muita sabedoria: “Não há sucesso como o fracasso”.

    Somente quando alguém perde algo é que vai procurar entender por que aconteceu essa derrota – atitude de quem é proativo e tem inteligência emocional elevada. É nesse momento que se pode sentir a vontade de pesquisar, de forma profunda e honesta, os fatores que o desviaram do resultado positivo.

    Esta é a verdadeira aprendizagem.

    Na política, o processo também é semelhante. Tenho observado, ao longo de trinta anos de trabalho de Marketing Político Integrado, candidatos saírem mais completos, inteiros, após se defrontarem com uma derrota nas urnas.

    É claro que os exemplos opostos são mais numerosos: políticos que se tornam amargurados, insensíveis, após uma experiência negativa. Mas voltemos aos casos positivos, que é a intenção deste artigo.

    Há especialistas que comparam a eleição a uma operação de base zero. Com isso, querem dizer que é um processo em que somente um candidato pode sair vitorioso. Esta história não é bem assim. Um candidato pode perder uma eleição e conseguir cacife para disputar e vencer uma outra eleição. Recall – positivo ou não – é um processo cumulativo.

    Lembro-me de um candidato que participou de uma eleição para a Prefeitura de uma capital de um Estado da Região Centro-Oeste. Não conseguiu se eleger. Na eleição seguinte, candidatou-se para deputado federal. Ganhou e ainda conseguiu ser referendado como presidente da Comissão de Agricultura. Todos os políticos no Congresso sabem como este é um cargo bastante disputado.

    Outro exemplo no mesmo Estado. Quatro anos antes, houve eleição para governador. A candidata para quem dirigia a campanha política saiu de um patamar desconfortável e conseguiu ameaçar a posição do favorito, um governador que disputava a reeleição mantendo índices acima de 50% nas pesquisas. Ninguém acreditava, mas ela foi para o Segundo Turno; perdeu a eleição por uma diferença de menos de 6% dos votos.

    O único cargo eletivo dela anteriormente fora o de deputado estadual. No entanto, quatro anos depois candidatou-se ao Senado e foi a primeira mulher deste Estado eleita para o cargo. A campanha anterior para o governo do Estado aumentara-lhe bastante o índice de conhecimento: o suficiente para eleger-se senadora.

    São conhecidas as histórias de políticos que perderam várias eleições e persistiram até conseguirem ser eleitos. A vontade é o motivador principal, mas também existe uma regra da oportunidade: ganha o candidato certo, no momento certo. Um dos sábios pressupostos da Programação Neurolinguística (PNL) assevera que “não existem erros (fracassos), mas resultados”.

    Para aprender, é necessário tentar, fracassar – e ganhar experiência com isso. E aí tentar de novo, fracassar de novo e aprender de novo, e finalmente ser bem-sucedido. Esta fórmula é da ex-reitora da Universidade de Stanford. Julie Lythcott-Haims, que complementa, em entrevista para a revista Veja (05.08.2015): “O fracasso é talvez o melhor professor da vida, e ficamos mais fortes quando somos desafiados”.

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