• A hora e a vez das pequenas produtoras

     

    Em junho, participei, com dois parceiros, de um workshop no Centro Rebouças, em São Paulo. Foi um dia inteiro em contato com consultores de Marketing Político, profissionais de Rádio e TV e principalmente donos de pequenas produtoras.

    Eles vieram de vários Estados, para passar um dia muito produtivo de troca de ideias e atualização de conhecimentos. As eleições de 2016 serão difíceis e há muitas dúvidas sobre as mudanças eleitorais. Por isso, há muito interesse nas mudanças e suas consequências para a campanha eleitoral.

    A tônica do workshop foi exatamente o foco nas produtoras locais – das cidades pequenas e médias – que agora passam a ter um mercado promissor no ano das eleições. Mais adiante darei mais detalhes sobre isso.

    Mudanças na legislação

    Com as mudanças trazidas pela mirreforma eleitoral, em 2015, as eleições sofreram alterações profundas em vários procedimentos.

    Duração da campanha. Ficou reduzida de 90 para 45 dias. O início agora é no dia 16 de agosto.

    Horário gratuito na TV e Rádio. Começa dia 26 de agosto e termina dia 29 de setembro. Vereador só terá as inserções. O programa de TV será diário apenas para prefeito, de segunda a sábado. E o tempo ficou reduzido para dez minutos na hora do almoço e dez à noite, distribuídos entre todos os candidatos a prefeito.

    Verbas mais curtas.  Além da proibição de doações de empresas, o TSE agora estabelece limites de gastos para a campanha de acordo com as cidades e o gasto de 2012. O programa de TV terá que ser enxuto e de qualidade.

    Solução criativa: gravar com celulares, movies e seus apetrechos. Vai ser o jeito para a maioria das campanhas que têm programa de TV. É possível desde que o pessoal seja criativo.

    Fazer uma tv mais próxima da Rede Social. Sem dúvida pode ser mais ágil sem deixar de ser eficiente. Pouco texto, muita imagem, muita gente participando. Essa interação é quase  natural.

    Por tudo isso, as pequenas produtoras passam a ter oportunidades nas campanhas locais. No entanto, precisam estar preparadas para esse desafio. As campanhas não têm mais como importar produtoras e profissionais de outros locais. O dinheiro está muito curto.

    Para as campanhas, recomenda-se a consultoria especializada e integrada que veja as questões como um todo e consiga indicar as ações adequadas às necessidades da campanha. Além, é claro, de contratar uma produtora local. A experiência vale ouro nas eleições de 2016.

     

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