• A campanha política de 2016 vai ser muito difícil

     

    O vaticínio que mais se tem propalado nos últimos meses é o de que as eleições deste ano não serão nada fáceis.

    Vários acontecimentos e ações de poderes federais reforçaram essa perspectiva.

    Vamos lembrar as principais:

    Congresso fez minirreforma eleitoral

    Como resultado, houve redução do período de campanha e mudança na forma de cálculo de preenchimento das vagas, entre outras alterações. Com menos tempo de campanha tanto nas ruas como no rádio e TV, a campanha apertaria para os candidatos novatos. Na verdade, segundo mostrou o Datafolha em pesquisa recente, os candidatos à reeleição também vão ter dificuldades. Apenas um terço dos eleitores está propenso a votar neles.

     

    Lava-Jato

    As investigações sobre o maior esquema de corrupção política já descoberto no país, chamado caso Petrolão, acabaram torcendo o nariz dos eleitores. Pela primeira vez, pesquisa Datafolha detectou que o grande problema nacional é a corrupção, desbancando a Saúde, o Desemprego e a Segurança – que prevaleceram nas últimas décadas. Portanto, candidato que esteja sob suspeita de malfeitos pode perder as esperanças.

     

    TSE barra financiamento privado

    Embora os político tivessem mantido na minirreforma a possibilidade de doações de empresas para as suas campanhas eleitorais, o TSE baixou resolução proibindo essa fonte legal de recursos. Isso significa que haverá menos dinheiro e portanto campanhas mais enxutas.

    Como enfrentar essas verdadeiras pedras na jornada eleitoral? Nem tudo tem remédio eficaz, mas é possível reduzir muitas pedras em brita de primeira e calçar o caminho até a eleição.

    Tenho falado e vou repetir alguns pontos que põem ajudar o processo até as eleições em outubro.

    São as oportunidades que estão à disposição de quem sabe aproveitar as poucas brechas legais que restaram.

     

    Pré-campanha

    Agora, é preciso começar as ações bem antes do início oficial da campanha eleitoral, que será apenas em meados de agosto, portanto apenas 45 dias de duração. O TSE permite ocupar as Redes Sociais, promover reuniões, conceder entrevistas, fazer palestras e debater questões de interesse de sua comunidade. Somente não pode pedir voto. Crie uma fanpage no Facebook, abra uma conta no Twitter e comece um canal no YouTube. É preciso fazer o planejamento certo para colocar novos posts e vídeos em tempo adequado. Organize as postagens de forma que você não passe dois dias em branco em um canal. Planeje e aja!

     

    Ação

    Saia da zona de conforto. Comece de onde você está. Tudo o que for permitido agora, faça. Depois, não vai haver condições para recuperar o tempo perdido.

    Portanto, a campanha deste ano pode ser difícil se o pré-candidato não fizer o que precisa no momento certo.

     

     

    edsonhigo@marketingpoliticointegrado.com.br

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